Amor Pleno
Média
2,4
157 notas

42 Críticas do usuário

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Arthur G.
Arthur G.

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4,0
Enviada em 27 de maio de 2016
Os personagens se alimentam das árvores, da luz solar, dos matos, dos animais inexpressivos, dos ventos, das águas e até mesmo de elementos humanos, ainda que divinos, como a inocente felicidade das crianças que não possuem conflitos emergentes ou a intimista humildade de um faxineiro que crê piamente em Deus sem aparentar nenhum tipo de profundidade, diferente de um Padre que se vê em crise de fé por tanto questioná-lo... “Amor Pleno” é um filme interessantíssimo em sua estética narrativa e visual, sempre evidenciando o Amor em torno da natureza divina. É mais simples, menor e mais leve que seu antecessor, ainda que desfrute de mesmas linhas emocionais. Se “A Árvore da Vida” era uma Obra de Arte, “Amor Pleno” é uma linda e romântica poesia. Este é o Malick apaixonado, não só por sua arte, mas também pela natureza da própria vida.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de novembro de 2013
Escrito e dirigido pelo cultuado Terrence Malick, Amor Pleno segue a mesma fórmula visual do filme anterior do cineasta. Temos um filme, eu diria que é mais poesia do que prosa. Um filme que não tem uma fórmula fácil, mas é altamente reflexivo.
Neil (Ben Affleck) americano conhece a européia Marina (Olga Kurylenko) em viagem a Europa e os dois resolvem morar juntos nos EUA. Marina tem uma filha de dez anos que vai junto com eles. No meio do caminho deles há Jane (Rachel McAdams) antigo amor de Neil que irá cruzar o caminho deles e poderá abalar o amor entre eles. Paralelo a isso temos um padre vivido por Javier Bardem que tem sua fé desacreditada por si mesmo.
Todos os quatro citados acima estão bem para o papel. Até Ben Affleck por não ter grandes expressões está bem por justamente representar desta maneira. Seu personagem não consegue passar seus sentimentos e por isso essa falta de expressão ajudou a compor o personagem. Malick não filma os atores em planos convencionais e sim de maneira que as paisagens se sobressaem em relação aos atores. Com uma fotografia muito bonita, o diretor usa as imagens para complementar as reflexões ditas pelos protagonistas de maneira que elas acabem se fundindo com as palavras. Através do roteiro ele realiza indagações sobre a vida, sobre Deus, a Igreja e sobre o amor.
Com uma fotografia maravilhosa Malick nos introduz ao mundo contemporâneo em que o tédio acaba fazendo parte de um relacionamento e que em algum momento um vazio pode se formar entre um casal. Então temos uma composição em que percorremos várias fases que podemos encontrar no amor (ou na falta dele) entre um casal. Paixão, amor, ódio, traição... O filme consegue nos passar cada carga emocional em que principalmente as protagonistas estão sentindo em momentos distintos. Outro destaque é para a composição da casa de Neil. Reparem como é sem cor, sem vida e vazia refletindo a frieza e o vazio que irá se instalar na vida dele.
Um filme que praticamente não há diálogos. Há indagações, pensamentos, reflexões e orações. Um belo filme que não busca explicar/responder, mas gerar reflexões através de seu roteiro/imagens.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de julho de 2013
Esse é um Terrence Malick pra fortes. Não é um filme pra se iniciar a carreira do diretor, não consigo ver uma pessoa vendo esse filme primeiro e não odiando. Ele nunca esteve tão indulgente e nunca usou tão poucos diálogos pra contar sua história. É uma escolha meio perigosa, que pode gerar uma certa incompreensão a partir do momento que, realmente, causa uma lentidão muito maior à narrativa, mas é uma escolha que só um diretor com tantos anos de estrada poderia tomar.

Amor Pleno é uma poesia. E do início ao fim somos colocados diante de personagens que nos dizem pouco, aos poucos. Isso não é um defeito do roteiro, pelo menos não me pareceu pois eles são criados dessa forma e justamente pra chegar a essa percepção. O personagem do Ben Affleck é um exemplo disso. Pouco conversa, pouco fala em cena, pois ele não é o foco pra conhecer essa história a fundo já que ele é apenas o objeto do amor da personagem de Olga Kurylenko. A inexistente expressividade e passividade de Ben Affleck são um ponto chave pra que possamos compreender toda essa paixão sentida pela personagem.

Marina - aliás, o nome da personagem é desnecessário no filme - está muito bem representada por Kurylenko, que coloca uma carga emocional gigantesca na personagem, principalmente quando chegamos mais próximos do clímax. E fica perceptível o fascínio que Malick tem por essa personagem a ponto de escolhe-la pra protagonizar o longa. A gradual maneira com que notamos sua bipolaridade ("I find two women inside me, one full of love for you… the other pulls me down towards the earth.") é sensacional. Não é nem necessário citar a sua necessidade em se entregar a alguém sem olhar a quem.

Já o personagem de Javier Bardem é uma ponta solta e tanto no roteiro. É possível compreender e até ser complacente com sua crise existencial, suas divagações e buscas na vida, mas a sua relação com o núcleo principal, o do casal, é pífia (o que me parece cena perdida nas famosas montagens e remontagens do diretor). E quando ele surge, sua trajetória é um tanto quanto menos interessante. Ainda que sirva pra um certo "respiro" de toda a carga emocional contida nas relações amorosas.

Rachel McAdams aparece bem pouco, mas sua participação é bastante relevante. Fiquei com vontade de ver mais de sua personagem, inclusive. Fundamental para a "virada" do filme, a mulher que Neil conhece há muito tempo e ressurge balançando seus sentimentos, com o tempo, é ainda mais um outro mistério a desvendar nesse filme. É nesse ponto também, que o filme demonstra um "culto ao corpo", maior do que em qualquer outro filme do cineasta. A presença do corpo, da relação, do sexo como instrumento de manutenção do enlace. Há aqui uma ode à forma, implícita, e carregada de simbolismos e metáforas.

Apesar desse assemelhar-se em alguns pontos com o filme anterior de Terrence Malick, há diferenças gritantes. Em A Árvore da Vida, o diretor falava de religiosidade, fé no sentido mais literal da palavra. Aqui, ele faz um verdadeiro tratado sobre o amor e seus significados, mas não deixa de falar de Deus. Aliás, o personagem do Padre está ali exatamente pra isso. Entretanto, ao contrário do anterior em que Malick consegue conceber uma obra-prima ao canalizar não só sua visão, mas um panorama completo sobre questionamentos religiosos, em seu novo filme falha nisso, uma vez que os personagem não parecem precisar, em sua essência, do lado espiritual. E mantendo-se parcial ao ponto de até tentar, de certa maneira, catequizar o espectador em algumas passagens, seu novo olhar se mostra restrito e, por vezes, incômodo, não por meio do questionamento à fé do Padre, mas sim por meio do efeito que a palavra tem em suas criaturas.

Claro que isso não afeta o todo, que resulta num filme muito belo onde Neil e Marina não escapam de uma guerra interna que ambos estão predestinados a perder. Ela, muito mais por se apegar fortemente ao único porto-seguro de sua vida. Amá-lo foi um presente, e a personagem só consegue estar bem, amando. E isso era tão forte pra ela a ponto de não conseguir mais viver sem essa presença. E toda a lírica do filme está aí: no querer e acreditar fortemente nisso. Com tanta força que deixa uma certa dúvida sobre até que ponto toda essa "maravilha" seria real e não um fruto do desejo. m frases como “Love makes us one. I in you. You in me.", a câmera deixa claro por meio de ponto de vistas bastante subjetivos a intensidade do interesse de Neil ao longo de seus envolvimentos amorosos. E então, o título "To The Wonder" mostra-se um tanto quanto irônico, não de uma forma cômica, mas questionadora. E por meio dos pensamentos e insights, Malick triunfa em sua ideia mais uma vez, apesar de alguns pequenos tropeços no meio do caminho.
Wagner Carioca
Wagner Carioca

7 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de agosto de 2013
A nova e sensorial obra de Terrence Malick (AME ou ODEIE) é um convite para mais uma experiência cinematográfica onírica. Menos existencialista do que A arvore da Vida, o filme não tem uma sinopse definida e sim variantes narrativas que levam a diversos questionamentos sobre a mutabilidade do amor, a culpa, o medo e a perda da fé. A estética do cineasta continua a mesma através da fusão de sons, imagens e pensamentos. O forte traço com o Cristianismo também. Amor Pleno é um filme belo, poético e reflexivo.
Mauricio J.
Mauricio J.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de maio de 2015
Ao terminar de assistir "Amor Pleno" comecei a refletir sobre a história contada por Mallick e cheguei a conclusão de que estava diante de uma obra de arte, que por meio da tríade Amor, Natureza e Fé, explicita a beleza das relações humanas falhas...exatamente como são!!!
O fato de o protagonista ser totalmente prescindível, tem como escopo de o espectador assumir seu lugar na trama e experimentar ser avassaladoramente amado, traído, contestado e perdido na fé.
As metáforas bucólicas da maré subindo, que representa o amor transbordando os amantes; o caminhar em terreno movediço, que representa a instabilidade do Amor; a análise de uma folha velha que compõe um ramo, que representa quão perecível são as relações; o esplêndido pôr-do-sol, que representa o fim de uma jornada, enfim, dentre outras ... nos ajuda a fazer a correlação.
Em outro plano, a Fé se mostra também falha seja pela cena em que o Sacerdote se vê perplexo diante da explanação de um humilde servente, ou pela procura de alento do protagonista traído pela misericórdia divina...Enfim, adoro os filmes deste diretor pelo simples fato de que seu cinema se mostra diferente dos padrões e pela busca incessante que ele tem de inserir o telespectador em suas histórias...
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