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Carlos Henrique S.
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809 críticas
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3,0
Enviada em 15 de novembro de 2020
Declínio
Malick fala de amor, o amor que é responsável por nos aproximar de alguém, de compartilhar nossas vidas e unificarmos nossos corações. A sensação mais pura do humano, a mesma que nos faz incondicionalmente felizes, é a mesma que pode nos transformar. Ou melhor, é a falta do amor que nos corrompe, transforma o mais vívido humano em um ser diferente, um ser sem vida.
Muito bacana algumas coisas do filme, em especial algumas das sequências onde as diferentes manifestações de amor são propostas. Mas parece-me que o Malick se encontra em estado reiteração de 2 obras que ele já havia feito: The Thin Red Line e The Tree of Life, em especial o segundo exemplo. Primeiramente a estrutura que se permite à algumas liberdades para trabalhar arcos separados - O Padre e da Mulher(McAdams) - E as concepções visuais de Tree of Life.
Malick parece reunir muito desses dois filmes, muito da forma deles em um conteúdo de certa forma mais focado no amor. Por vezes essa união até funciona, o problema é quando em determinado instante de sua obra ele parece perder-se nessa estrutura desfocada, começa que muito daquilo se configura como repetitivo, uma repetição que se estende pelo resto da obra e consequentemente perde em seus arcos dramáticos.
O próprio Ben Affleck representa um personagem muito incapaz de representar aquilo que Malick quer, as variações de amor entre os arcos - Seja o amor carnal ou divino - vão se diluindo, e consequentemente à técnica - Pela primeira vez em seus filmes até aqui - chega ao exibicionismo, onde o que resta são boas imagens para wallpapers.
Filme que traz uma nova percepção ao amor, de como ele está se perdendo e questiona de nossa fé para com Deus, em que muitos momentos palavras não precisam ser ditas para entendermos, o que está se passando, um filme muito humano, que traz a possível decadência de nossos tempos.
Gosto de filme sensível e não ligo se o filme é lento, aprecio diversas coisas num contexto! assim como poesia, natureza, sentimentos, e afins. Mas falto.. este filme é realmente chato, difícil de assitir, atores c/dífícil atuação. Um pouco menos pior que a "Arvore da Vida", mas segue o mesmo estilo, atores bons numa história um pouco sem sentido pelo menos pra mim; o tipo de filme q você assiste e fica esperando algo acontecer, que falta alguma coisa, mas que de certa forma também marca na sua cabeça. Só não dou nota pior por causa da fotografia do filme, que realmente é um diferencial.
O filme é mais ou menos assim, cinema mudo com enredo não convencional, lembra uma colcha de retalhos. Não tem início meio ou fim. Não existe ninguém certo ou errado, antes pelo contrário.
“Amor Pleno” é mais focado em seu tema e mais simples em significados que o filme anterior de Malick, porém a narrativa quase sem diálogos e o tom impressionista tomaram proporções ainda maiores. Como sempre há bons atores (destaque para o primeiro papel de grande importância de Olga Kurylenko, ótima), belíssima fotografia, reflexões poderosas e uma direção de uma sensibilidade extrema e, assim, o filme se mostra como uma continuação natural do que o Terrence promoveu com sua obra-prima “A Árvore da Vida”. Esse longa é menos inovador, mas, ainda assim, impactante e bonito.
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