Amor Pleno
Média
2,4
157 notas

42 Críticas do usuário

5
4 críticas
4
5 críticas
3
6 críticas
2
6 críticas
1
8 críticas
0
13 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Neto S.
Neto S.

30.587 seguidores 773 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de abril de 2014
Não recomendado para menores de 14 anos
Um homem (Ben Affleck), descontente com a sua vida, viaja a Paris e inicia uma profunda relação amorosa com uma europeia (Olga Kurylenko). Ele volta para os Estados Unidos e se casa com esta mulher, para ajudá-la a ter a permissão de estadia americana. Mas após o casamento, a relação dos dois se degrada. Neste momento, ele encontra uma antiga namorada (Rachel McAdams), com quem inicia um novo romance. Filme interessante boa história e boas atuações nota 6.0
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de novembro de 2020
Declínio

Malick fala de amor, o amor que é responsável por nos aproximar de alguém, de compartilhar nossas vidas e unificarmos nossos corações. A sensação mais pura do humano, a mesma que nos faz incondicionalmente felizes, é a mesma que pode nos transformar. Ou melhor, é a falta do amor que nos corrompe, transforma o mais vívido humano em um ser diferente, um ser sem vida.

Muito bacana algumas coisas do filme, em especial algumas das sequências onde as diferentes manifestações de amor são propostas. Mas parece-me que o Malick se encontra em estado reiteração de 2 obras que ele já havia feito: The Thin Red Line e The Tree of Life, em especial o segundo exemplo. Primeiramente a estrutura que se permite à algumas liberdades para trabalhar arcos separados - O Padre e da Mulher(McAdams) - E as concepções visuais de Tree of Life.

Malick parece reunir muito desses dois filmes, muito da forma deles em um conteúdo de certa forma mais focado no amor. Por vezes essa união até funciona, o problema é quando em determinado instante de sua obra ele parece perder-se nessa estrutura desfocada, começa que muito daquilo se configura como repetitivo, uma repetição que se estende pelo resto da obra e consequentemente perde em seus arcos dramáticos.

O próprio Ben Affleck representa um personagem muito incapaz de representar aquilo que Malick quer, as variações de amor entre os arcos - Seja o amor carnal ou divino - vão se diluindo, e consequentemente à técnica - Pela primeira vez em seus filmes até aqui - chega ao exibicionismo, onde o que resta são boas imagens para wallpapers.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de julho de 2013
O filme é mais ou menos assim, cinema mudo com enredo não convencional, lembra uma colcha de retalhos. Não tem início meio ou fim. Não existe ninguém certo ou errado, antes pelo contrário.
ymara R.
ymara R.

838 seguidores 262 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 22 de junho de 2013
quem gosta deste tedio deve amar nouvelle vague.. eu detesto!!! Um saco... nao gostei e nao vi ate o final.. alias nao passei dos primeiros 20 minutos..e olhem que sou paciente e assisto tudo.. deficil nao gostar..
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de julho de 2013
Esse é um Terrence Malick pra fortes. Não é um filme pra se iniciar a carreira do diretor, não consigo ver uma pessoa vendo esse filme primeiro e não odiando. Ele nunca esteve tão indulgente e nunca usou tão poucos diálogos pra contar sua história. É uma escolha meio perigosa, que pode gerar uma certa incompreensão a partir do momento que, realmente, causa uma lentidão muito maior à narrativa, mas é uma escolha que só um diretor com tantos anos de estrada poderia tomar.

Amor Pleno é uma poesia. E do início ao fim somos colocados diante de personagens que nos dizem pouco, aos poucos. Isso não é um defeito do roteiro, pelo menos não me pareceu pois eles são criados dessa forma e justamente pra chegar a essa percepção. O personagem do Ben Affleck é um exemplo disso. Pouco conversa, pouco fala em cena, pois ele não é o foco pra conhecer essa história a fundo já que ele é apenas o objeto do amor da personagem de Olga Kurylenko. A inexistente expressividade e passividade de Ben Affleck são um ponto chave pra que possamos compreender toda essa paixão sentida pela personagem.

Marina - aliás, o nome da personagem é desnecessário no filme - está muito bem representada por Kurylenko, que coloca uma carga emocional gigantesca na personagem, principalmente quando chegamos mais próximos do clímax. E fica perceptível o fascínio que Malick tem por essa personagem a ponto de escolhe-la pra protagonizar o longa. A gradual maneira com que notamos sua bipolaridade ("I find two women inside me, one full of love for you… the other pulls me down towards the earth.") é sensacional. Não é nem necessário citar a sua necessidade em se entregar a alguém sem olhar a quem.

Já o personagem de Javier Bardem é uma ponta solta e tanto no roteiro. É possível compreender e até ser complacente com sua crise existencial, suas divagações e buscas na vida, mas a sua relação com o núcleo principal, o do casal, é pífia (o que me parece cena perdida nas famosas montagens e remontagens do diretor). E quando ele surge, sua trajetória é um tanto quanto menos interessante. Ainda que sirva pra um certo "respiro" de toda a carga emocional contida nas relações amorosas.

Rachel McAdams aparece bem pouco, mas sua participação é bastante relevante. Fiquei com vontade de ver mais de sua personagem, inclusive. Fundamental para a "virada" do filme, a mulher que Neil conhece há muito tempo e ressurge balançando seus sentimentos, com o tempo, é ainda mais um outro mistério a desvendar nesse filme. É nesse ponto também, que o filme demonstra um "culto ao corpo", maior do que em qualquer outro filme do cineasta. A presença do corpo, da relação, do sexo como instrumento de manutenção do enlace. Há aqui uma ode à forma, implícita, e carregada de simbolismos e metáforas.

Apesar desse assemelhar-se em alguns pontos com o filme anterior de Terrence Malick, há diferenças gritantes. Em A Árvore da Vida, o diretor falava de religiosidade, fé no sentido mais literal da palavra. Aqui, ele faz um verdadeiro tratado sobre o amor e seus significados, mas não deixa de falar de Deus. Aliás, o personagem do Padre está ali exatamente pra isso. Entretanto, ao contrário do anterior em que Malick consegue conceber uma obra-prima ao canalizar não só sua visão, mas um panorama completo sobre questionamentos religiosos, em seu novo filme falha nisso, uma vez que os personagem não parecem precisar, em sua essência, do lado espiritual. E mantendo-se parcial ao ponto de até tentar, de certa maneira, catequizar o espectador em algumas passagens, seu novo olhar se mostra restrito e, por vezes, incômodo, não por meio do questionamento à fé do Padre, mas sim por meio do efeito que a palavra tem em suas criaturas.

Claro que isso não afeta o todo, que resulta num filme muito belo onde Neil e Marina não escapam de uma guerra interna que ambos estão predestinados a perder. Ela, muito mais por se apegar fortemente ao único porto-seguro de sua vida. Amá-lo foi um presente, e a personagem só consegue estar bem, amando. E isso era tão forte pra ela a ponto de não conseguir mais viver sem essa presença. E toda a lírica do filme está aí: no querer e acreditar fortemente nisso. Com tanta força que deixa uma certa dúvida sobre até que ponto toda essa "maravilha" seria real e não um fruto do desejo. m frases como “Love makes us one. I in you. You in me.", a câmera deixa claro por meio de ponto de vistas bastante subjetivos a intensidade do interesse de Neil ao longo de seus envolvimentos amorosos. E então, o título "To The Wonder" mostra-se um tanto quanto irônico, não de uma forma cômica, mas questionadora. E por meio dos pensamentos e insights, Malick triunfa em sua ideia mais uma vez, apesar de alguns pequenos tropeços no meio do caminho.
anônimo
Um visitante
1,0
Enviada em 24 de outubro de 2013
Malick,Malick...o que podemos esperar de você?Coisa boa,ou coisa talvez péssima?Em um passado não muito distante,ele trouxe, A Árvore da mesmo sendo também regular,conseguiu ser muito mas rentável que Amor quem esperava acompanhar uma linda história,ou um bom drama ou um tipo de romance,pode tirar o cavalinho da parece que o filme é totalmente feito por ória sem ao menos,um destino concreto,nem ao mesmo,personagens bem criados,o filme ência total.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de novembro de 2013
Escrito e dirigido pelo cultuado Terrence Malick, Amor Pleno segue a mesma fórmula visual do filme anterior do cineasta. Temos um filme, eu diria que é mais poesia do que prosa. Um filme que não tem uma fórmula fácil, mas é altamente reflexivo.
Neil (Ben Affleck) americano conhece a européia Marina (Olga Kurylenko) em viagem a Europa e os dois resolvem morar juntos nos EUA. Marina tem uma filha de dez anos que vai junto com eles. No meio do caminho deles há Jane (Rachel McAdams) antigo amor de Neil que irá cruzar o caminho deles e poderá abalar o amor entre eles. Paralelo a isso temos um padre vivido por Javier Bardem que tem sua fé desacreditada por si mesmo.
Todos os quatro citados acima estão bem para o papel. Até Ben Affleck por não ter grandes expressões está bem por justamente representar desta maneira. Seu personagem não consegue passar seus sentimentos e por isso essa falta de expressão ajudou a compor o personagem. Malick não filma os atores em planos convencionais e sim de maneira que as paisagens se sobressaem em relação aos atores. Com uma fotografia muito bonita, o diretor usa as imagens para complementar as reflexões ditas pelos protagonistas de maneira que elas acabem se fundindo com as palavras. Através do roteiro ele realiza indagações sobre a vida, sobre Deus, a Igreja e sobre o amor.
Com uma fotografia maravilhosa Malick nos introduz ao mundo contemporâneo em que o tédio acaba fazendo parte de um relacionamento e que em algum momento um vazio pode se formar entre um casal. Então temos uma composição em que percorremos várias fases que podemos encontrar no amor (ou na falta dele) entre um casal. Paixão, amor, ódio, traição... O filme consegue nos passar cada carga emocional em que principalmente as protagonistas estão sentindo em momentos distintos. Outro destaque é para a composição da casa de Neil. Reparem como é sem cor, sem vida e vazia refletindo a frieza e o vazio que irá se instalar na vida dele.
Um filme que praticamente não há diálogos. Há indagações, pensamentos, reflexões e orações. Um belo filme que não busca explicar/responder, mas gerar reflexões através de seu roteiro/imagens.
Eduardo P.
Eduardo P.

84 seguidores 98 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de abril de 2013
“Amor Pleno” é mais focado em seu tema e mais simples em significados que o filme anterior de Malick, porém a narrativa quase sem diálogos e o tom impressionista tomaram proporções ainda maiores. Como sempre há bons atores (destaque para o primeiro papel de grande importância de Olga Kurylenko, ótima), belíssima fotografia, reflexões poderosas e uma direção de uma sensibilidade extrema e, assim, o filme se mostra como uma continuação natural do que o Terrence promoveu com sua obra-prima “A Árvore da Vida”. Esse longa é menos inovador, mas, ainda assim, impactante e bonito.
raphaelssouza
raphaelssouza

86 seguidores 136 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 28 de agosto de 2017
filme diferente, seja pela história e como o filme foi gravado(não sei explicar o tipo de filmagem), não gostei, o bom que mesmo quando eu não gosto do filme eu assisto até o final por respeito. #NaoVaiaPraEstante
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de agosto de 2013
Não sou cult o suficiente

Custei a decidir se escreveria sobre este tema, mas qual seria a minha função de colunista se não existisse o questionamento (até mesmo negativo) sobre algo que incomoda? Na última sexta-feira de folga, como de praxe, fui ao cinema e escolhi um filme somente pelos atores. Pensei: um filme com Ben Affleck e Javier Bardem no elenco não pode ser ruim. Entrei na sala, comecei a assistir às primeiras cenas de “Amor Pleno” e ali mesmo percebi que era uma produção diferente. As lindas cenas em Paris foram me levando a uma saudosa lembrança da minha viagem, e a narração poética e subjetiva deixava o filme interresante e, num primeiro momento, apaixonante... Mas esse sentimento se esquivou ali no inicinho mesmo, pois, sinceramente, ninguém aguenta uma viagem sensorial e metafísica assim no cinema durante muito tempo.

Só pra você ter uma ideia do que eu estou falando: Ben Affleck, o protagonista, abriu a boca umas três vezes durante o filme inteiro; não existiam diálogos, tinham narrações abstratas, singulares e reflexivas sobre o amor que deixam qualquer um perdido; a fotografia realmente é espetacular, com muitas cenas ao pôr do sol, mostrando a natureza exótica, mas a lentidão com que elas passavam era sufocante. Daí, nesse estranhamento, resolvi entrar na internet pelo celular para verificar quem seria o diretor daquela façanha. Só podia ser o mesmo do alucinógino “Árvore da Vida”. Não deu outra. Era ele, Terrence Malick.

E é aí que entra o ponto que quero discutir. A “Árvore da Vida”, com Brad Pitt e Sean Penn, foi tão aclamado pela crítica, ganhou prêmios, os intelectuais faziam “n” reflexões emotivas sobre o filme, e eu, na época, saí do cinema nauseado, dizendo a mim mesmo: vou guardar o nome desse diretor maçante para nunca mais assistir a seus filmes na vida. Mas o que me torna menos intelectual e sensitivo que uma minoria que não consigo ver a tal beleza interior e reflexiva dessas produções? Não sou cult o suficiente para entender a pretensão filosófica e as divagações inexpressivas daquilo tudo? É realmente complicado tirar uma lição de um filme em que a câmera sobrevoa como se tudo precisasse de um olhar espiritual. A liberdade narrativa do diretor ultrapassa o limite do aceitável e, sem um propósito óbvio exposto, o longa se torna descartável, indiferente, chato.

Após o filme, suguei na internet várias críticas, falando bem e mal, para tentar interpretar a postura desse diretor flutuante. Li que a montagem confusa passou pelas mãos de cinco profissionais e que a complexa relação entre amor e fé desse filme parece saltar do último, numa perambulação de atores e imagens, sem foco, sem vida, desestimulantes... Outro detalhe apavorante: segundo uma crítica, o filme foi rodado sem script. Malick deu aos atores páginas de pensamentos e frases, a cada gravação, pedindo para eles interpretarem esses sentimentos apenas com expressão corporal. Dessa forma, como não se questionar por que tantas pessoas entram nessa onda dramática e você sequer chega perto dela? Realmente, essa viagem é para poucos... Mas o que vai ter de Eunice por aí dizendo ficou passada, deslumbrada, tocada, toda excitada com o filme, não estava no roteiro.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa