O Discurso do Rei
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Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de abril de 2015
Comunicação, dádiva para muitos, problema para muitos outros. Desde que os primeiros ruídos foram proferidos pelo homem, há milhões de anos, lá estava ela. O que tem mudado é a forma como vem sendo propagada, evoluindo constantemente até chegar aos WhatsApps de hoje. Na Inglaterra dos anos 1920, contudo, o instrumento mais inovador para contribuir na divulgação de uma ideia, a “novidade do momento”, era o rádio. É naquele período histórico entre guerras que se passa O Discurso do Rei, longa baseado nos dramas reais vividos pelo Rei George VI, que desde muito tempo antes de assumir a coroa britânica, quando ainda era apenas o Príncipe Alberto, também conhecido como o Duque de York, convivia com uma insuportavelmente angustiante gagueira, um problema cuja gravidade se evidenciava toda vez que ele precisava falar em público, tarefa da qual ele não tinha como fugir, uma vez que o Duque, desde sempre, era um membro da família real. A monarquia britânica estava, pela primeira vez na história, entrando nas casas de seus súditos, por meio do rádio, e cabia ao jovem Príncipe livrar-se de seu inconveniente problema o quanto antes.
Antes de explorar mais detalhadamente a comunicabilidade abordada no filme, cabe uma pequena explanação acerca da gagueira que, a despeito de ser comumente associada ao humor e à caricaturização, é um distúrbio da fala sério, capaz de comprometer drasticamente a vida social de qualquer pessoa, mesmo que seja o Rei da Inglaterra. Quem é vítima dessa infeliz perturbação, além do clássico sintoma de repetir algumas sílabas, acaba esticando as vogais, aumentando os intervalos entre as palavras, que parecem ficar emperradas e, por fim, desenvolvendo uma insegurança natural por antever que não vai conseguir falar corretamente, o que acarreta involuntários engasgos, em que a voz sai por alguns milésimos de segundo e é imediatamente interrompida, enfim, um descontrole sobre a própria fala. Por mais que a mídia sempre nos apresente personagens cômicos acometidos desse mal, dos quais o mais famoso talvez seja o Gaguinho, o porquinho dos desenhos animados da série Looney Tunes da Warner, abordagens realísticas como a de O Discurso do Rei nos fazem lembrar, acertadamente, que ser gago não é nem um pouco engraçado.
O cerne do filme é o tratamento que o Rei faz com Lionel Logue, um australiano conhecedor de técnicas vocais que ajudou muitos soldados, traumatizados após voltarem da Primeira Guerra Mundial, a recuperarem a articulação da fala. Mark Logue, neto de Lionel, co-escreveu O Discurso do Rei: Como Um Homem Salvou a Monarquia Britânica, após ter sido procurado pela produção do longa, em 2009. Ele diz que havia encontrado, por acaso, os diários do avô, falecido em 2001, e se dispôs a compartilhá-los. Com essa preciosíssima descoberta, alguns diálogos do filme, que estava em pré-produção, foram reescritos. O livro de Mark Logue foi lançado logo depois do longa, cujo roteiro, portanto, não é considerado adaptado, e sim, original. Roteiro foi um dos 4 Oscars ganhos por O Discurso do Rei, além do de Melhor Filme, Diretor para Tom Hooper e Ator, merecidamente, para Colin Firth, que reproduziu os travamentos de fala no timing certo para uma representação fidedigna do Rei George VI.
Na trama, o Príncipe Alberto encontra em sua esposa Elisabeth (Helena Bonham Carter) apoio e suporte para vencer sua dificuldade na fala. Esse apoio ele não teve o suficiente por parte de seu pai. Versado na dialética e já com pleno domínio do uso do microfone, o Rei George V (Michael Gambon), não era tão paciente assim com o filho. A pressão exercida pelo pai só aumentava a insegurança do jovem. É essa busca do Príncipe pela conquista da segurança ao executar um dos dons básicos da vida, a fala, que o leva a conhecer o ‘terapeuta vocal’ Lionel Logue (Geoffrey Rush). Tem início uma amizade, a princípio improvável, mas que, com o passar do tempo, se mostra autêntica. Já na primeira consulta, Logue trata de estreitar a relação doutor-paciente, ao optar por chamar o tão importante cliente apenas de ‘Bertie’, como só a família o chamava.
O inicialmente inseguro Duque de York, após conhecer o ‘doutor’, vai colocando em prática as técnicas não muito convencionais que dele aprende e, mais importante, passa a acreditar na sua cura. É acalentador acompanhar, ainda no primeiro ato da projeção, Logue convencendo ‘Bertie’, digo, o Duque de York, a ler em voz alta ao som de música clássica e, após gravar sua voz em um ‘revolucionário’ aparelho vindo da América, dar o disco a ele de presente. Em seguida, quando o futuro Rei ouve a leitura fluente que fez, graças à música que ‘distraiu’ o seu cérebro, sua expressão é um misto de espanto e esperança, que se une à de sua esposa, cujo companheirismo sincero é acalentador. Igualmente comovente é observar o carinho que o Príncipe demonstra para com suas duas filhas, Margareth, a mais nova, e Elisabeth (ela mesma, a atual Rainha da Inglaterra), contando a elas histórias de ninar, sem se preocupar com a maneira como a voz vai sair, na certeza da amorosa retribuição que delas vai receber, simbolizada por sorrisos, beijos e abraços de quem verdadeiramente admira o pai que tem.
Os anos se passam, e cabe ao relutante Duque de York assumir a coroa, após a morte do pai e a renúncia do irmão mais velho, o Príncipe David (Guy Pearce), que preferiu se casar com Wallis, que já era divorciada, o que contrapõe os princípios da família real. Essa transição acontece em plena iminência da 2ª Guerra Mundial, com a notícia de que tropas da Alemanha nazista estão invadindo a Polônia. Os discursos indubitavelmente persuasivos que Hitler profere à sua nação podem ser vistos nos noticiários exibidos nos cinemas da época. Em um deles, o jovem Rei comenta: “Não entendo o que ele está dizendo, mas sem dúvida está falando muito bem.” O longa não perde a oportunidade de, com isso, traçar uma ácida ironia envolvendo aquele orador impecável de discurso tão destrutivo.
A Inglaterra, portanto, precisará, neste momento difícil, de um rei firme, cuja postura seja perceptível em seus discursos à nação, como o Primeiro Ministro britânico Winston Crurchill (Timothy Spall) ressalta ao novo Rei. Alberto assume o nome pelo qual passará a ser conhecido, George VI, e seu desempenho ao microfone será posto em prova rapidamente, em seu primeiro discurso oficial como Rei da Inglaterra, missão para a qual, não só as técnicas, mas o apoio moral de Logue será imprescindível. Quando, enfim, é mostrado o referido discurso que dá título ao filme, o cinema, como expressão de arte, se encarrega de transformá-lo, ao som da Sétima Sinfonia de Beethoven, Segundo Movimento, em uma sequência cativante, triunfante, apoteótica.
O rádio na Europa dos anos 1930 foi importantíssimo para as notícias sobre a guerra que estava por vir, tanto quanto durante todo o período do conflito, que se estendeu à década seguinte, em que cidadãos acompanhavam as notícias que se seguiam, na esperança de ouvir o fim daquele horror, o que só viria a acontecer em 1945. Aos chefes de Estado não havia outra alternativa a não ser aprender e se acostumar a falar por meio daquele veículo, que tinha chegado para ficar e, diga-se de passagem, permanece vivo até hoje e vai muito bem, obrigado. Os discursos dos líderes pelo rádio passaram a ser fundamentais para elevar a autoestima das nações que os ouvissem. No caso de George VI, ele não pôde contar com a edição de fitas, o que, para ele, seria um alívio. O videotape só chegaria na década de 1950. Os discursos do Rei George VI teriam que ser ao vivo para todo o Reino Unido e, segundo Mark Logue, seu avô Lionel esteve ao lado do Rei em seus principais pronunciamentos, lhe dando o apoio e a segurança que este necessitava para soltar a fala com fluidez.
Quem assistir ao filme em DVD vai poder conferir, nos extras, dois discursos do verdadeiro Rei George VI, realizados em 1939 e 1945, antes e depois da guerra. É possível sentir um misto de insegurança e confiança em sua voz, e é recompensador constatar que as técnicas e, principalmente, a amizade de Lionel Logue tiveram reflexo na postura do Rei diante dos microfones. O Discurso do Rei ilustra, portanto, com uma qualidade técnica impecável e interpretações memoráveis, um período histórico importante e curioso da monarquia britânica, mas também versa, com extrema humanidade e empatia, sobre a persistência em encontrar formas de amenizar problemas e, com isso, até superá-los.
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de julho de 2020
O Discurso do Rei, filme dirigido por Tom Hooper, e que tem no seu cast Colin Firth, Geoffrey Rush (ambos em atuações sublimes) e Helena Bonham Carter que também está muito bem. O filme recebeu 12 indicações ao Oscar da qual venceu 4, incluindo de Melhor Filme, o que, provavelmente, O Discurso do Rei se torna um dos vendedores mais questionáveis do carecão dourado. Não que o filme seja ruim, mas, senti que faltou algo mais, achei um filme meio lento, com uma direção apenas ok, e se não fosse as ótimas atuações a nota aqui seria bem mais baixa. Gostei do filme, mas é o tipo de filme que fui esperando mais, bom filme, apenas isso.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de abril de 2021
Aí está um filme que não consigo entender como ganhou o Oscar, especialmente disputando contra Cisne Negro e A Rede Social. É um filme legal e com atuações sólidas, mas nada mais do que isso. Está longe de ser ruim, mas não me imagino assistindo novamente e também não recomendo a ninguém como um grande filme que deve ser visto.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 498 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de outubro de 2025
Sinopse:
O Príncipe Albert da Inglaterra deve ascender ao trono como Rei George VI, mas ele tem um problema de fala. Sabendo que o país precisa que seu marido seja capaz de se comunicar perfeitamente, Elizabeth contrata Lionel Logue, um ator australiano e fonoaudiólogo, para ajudar o Príncipe a superar a gagueira. Uma extraordinária amizade desenvolve-se entre os dois homens, e Logue usa meios não convencionais para ensinar o monarca a falar com segurança.

Crítica:
"O Discurso do Rei" é um filme que, apesar de sua temática promissora e atuação magnética, peca em certos aspectos que podem tirar um pouco do brilho da experiência cinematográfica.

A história, que gira em torno da luta do rei George VI com a gagueira e a amizade que se desenvolve entre ele e o fonoaudiólogo Lionel Logue, tem um fundamento emocional forte. A apresentação do personagem central como um homem vulnerável, em um momento de crise histórica, poderia ter gerado um impacto tremendo. No entanto, o filme, em alguns momentos, parece se permitir cair em lugares-comuns, utilizando fórmulas previsíveis de narrativa que diminuem a profundidade dos personagens.

As atuações de Colin Firth e Geoffrey Rush são indiscutivelmente excelentes, trazendo uma intensidade e uma conexão autêntica entre seus personagens. Contudo, a direção de Tom Hooper, em vez de valorizar plenamente essa dinâmica, muitas vezes opta por uma abordagem visual que pode se sentir excessivamente estilizada. As escolhas estéticas, embora visualmente agradáveis, podem desviar a atenção da trama e das interações significativas entre o rei e Logue.

Outro ponto que pode ser considerado uma fraqueza é o ritmo do filme. Em certos trechos, a narrativa se arrasta, o que pode deixar o espectador menos engajado em momentos que deveriam ser de tensão ou revelação. A construção da escalada emocional é um tanto previsível, e algumas sequências poderiam ter sido mais ágeis para manter o público mais investido na história.

Além disso, o contexto histórico poderia ter sido mais explorado. A Segunda Guerra Mundial é uma referência crucial durante o filme, mas a conexão entre o desenvolvimento pessoal do rei e os eventos históricos não é tão clara. A sensação de urgência e a carga emocional relacionada aos desafios enfrentados pelo país na época poderiam ter sido mais integrados à narrativa.

Apesar desses pontos negativos, "O Discurso do Rei" oferece uma reflexão poderosa sobre amizade, superação e a importância da comunicação. A relação entre George VI e Lionel Logue é realmente inspiradora e exemplifica como a vulnerabilidade pode levar à força. O filme é, sem dúvida, um relato tocante da luta de um homem contra suas limitações, embora a execução possa deixar a desejar em termos de profundidade e inovação narrativa.
Erika
Erika

59 seguidores 107 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de março de 2015
Interessante, mas não que seja merecedor de oscar, aliás intrigante como que no filme para o rei ao anunciar uma guerra mundial, a unica preocupação era com a sua superação pessoal, ou seja, o discurso ser feito era o importante, sobre a guerra, isso era o de menos, foi essa a imagem que o filme passou.
Daniel W.
Daniel W.

52 seguidores 111 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 3 de julho de 2015
um filme bastande parado so fica focando na historia do rei um roteiro bom um elenco execlete mereceu o oscar de melhor filme um filme que tem que tem bastande paciencia para assisitir um filme com um atuação extraodinaria de colin firth mereceu o oscar de melhor ator e seus coadjuvante muito bom como rush e bonha carte ambos indicado ao oscar.
felipinho
felipinho

32 seguidores 65 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de novembro de 2012
É um bom filme, que nos mostra uma parte da história que até então não conhecíamos. Tem atuações brilhantes, mas para mim dos filmes que estavam disputando o oscar em 2011;A Origem, Cisne Negro e Toy Story 3 são melhores.
Cristiano M
Cristiano M

10 seguidores 45 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 24 de agosto de 2017
O filme é parado. Algumas partes dão sono. Mas Colin Firth e Geoffrey Rush são ótimos atores ingleses. 3 estrelas .
Neto S.
Neto S.

30.586 seguidores 773 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de fevereiro de 2014
Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realiza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa, Elizabeth (Helena Bonham Carter), o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão David (Guy Pearce). Um bom filme , história boa e ótimas atuações mais eu acho que não é fumar pra ganhar o Oscar recomendo nota 8.5
Bruno Maschi
Bruno Maschi

444 seguidores 215 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2015
Um bom filme, não o melhor de todos, está longe de ser sensacional, porém não deixa de ser interessante por retratar a verdadeira história de George um Rei gago. Um roteiro bom, porém acredito que não merecia tanto o Oscar. O Único Oscar realmente válido para esse filme seria o de Melhor Ator (Colin Firth) por uma brilhante atuação, um filme agradável mas indiferente.
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