Que espetáculo cinematográfico. Adorei essa família. Adorei os atores e adorei a direção. O livro também é muito bom. Me emocionei muito com George Clooney. Segurei o choro porque as filhas dele me ajudaram a manter a pose. Não gosto muito do George C. mas tiro meu chapéu para sua atuação em OS DESCENDENTES.
É esse Alexander Payne que eu quero ver! Nada daquela bobagem de Sideways, aqui nos temos uma História madura e cativante, sobre problemas de verdade e os meios que encontramos para resolve-los. Uma direção super segura e consciente de Payne. Gerge Clooney volta a atuar depois de uma série de atuações over, mas ainda sim quem se destaca é a gostosinha Shailene Woodley, uma puta revelação! E é isso aí um filme totalmente cabeça, nunca saí dos trilhos, nenhuma reviravolta espetacular e dispensável, todo certinho e no lugar, é maravilhoso ver um personagem crescer tanto moralmente, roteiro nota 10! É, você pode passa quase cinquenta anos na moleza, mas uma hora você tem que dá um rumo na vida e arcar com as consequenciais.
Um filme sem muita ação, sem muitas cenas impactantes, mas que narra uma história muito de uma família envolvida em um drama. A mãe tem um segredo - que, inclusive, impulsiona a maioria das cenas de Clooney- e que é descoberto pelo marido. Eu, particularmente, gosto de filme assim: mostra o cotidiano de uma família e às vezes retrata até acontecimentos reais. Um dos grandes dramas contemporâneos. Vale a pena assistir!
A dor de um homem que vê seu mundo desabar depois do coma permanente de sua mulher. Dedicado excessivamente ao trabalho, inclusive em casa, tendo por objetivo evitar que os filhos fiquem mimados com o usufruto da herança que administra, descobre a mulher tivera um caso. A melhor amiga o culpa pela solidão porque a esposa passava. Suas filhas lhe são estranhas. Embora melancólico, é um típico filme de redenção: ele promete mudar quando vê a mulher em coma, e se aproxima das filhas - sobretudo da mais velha - depois que ela o conta da traição, sente seu esforço e sua dor, e que buscam encontrar o amante para avisá-lo do acidente fatal da mulher e dar-lhe tempo para que dela se despeça. Também resolve administrar o espólio da família - um terreno enorme em uma ilha do Havaí - ao invés de vendê-lo, e passa a se dedicar diretamente à educação dos filhos (cujo desrespeito à autoridade paterna e educação pelo grupo de pares é patente), de modo a ter algo da felicidade um dia imaginada com a constituição de uma família. O filme alude aos constrangimentos à felicidade doméstica em um mundo sem coração e sem convívio familiar (com pais autocentrados e filhos dedicados aos grupos de pares) e a possibilidade de busca da felicidade comum se dedicar-mo-nos à vida familiar (como na cena final do filme, que tem final relativamente feliz). Não há crítica política aparente mas, sim, elogio da cultura e da beleza do Havaí, assim como hiper-valorização da possibilidade de redenção puramente individual, como é típico da cultura estadunidense e seus filmes.
“Tudo é muito normal, a inverossimilhança ajuda os personagem parecerem bocós, e o nível emocional é bem fraco. Pra piorar, o roteiro é o mais superestimado da temporada, como inúmeras situações comuns dirigidas também de forma comum.Não me surpreendeu”
O lado do Havaí que não é só praias, e também, prédios, trabalho e rotinas comuns que estão longe de ser lembradas como "férias no paraíso". A começar pelo protagonista, que diz não surfar há mais ou menos uns 15 anos. 'Os Descendentes' foca mais o lado família e os conflitos de dentro de casa, e tudo isso começa na união de Matt com sua rebelde filha Alexandra, no objetivo de superarem a morte de sua esposa. Durante todo o filme surpresas são reveladas e retratadas nas cenas de um diferente Havaí, mas seu ponto forte é o drama familiar em que vivem os personages da família King. Um filme legal para entreter, mas sem muito a acrescentar.
Esse drama intimista não chega a emocionar porque o público não conheceu a personagem Elizabeth antes do acidente e, portanto, não tem como se identificar com sua dor. George Clooney e Shailene Woodley (Alexandra) estão bem, o tom mais divertido do filme é dado pelas "tiradas" do personagem Sid e da pequena Scottie. O "ponto alto" é o diálogo de Matt com o amante da mulher, Brian. A ligação de Matt com as terras havaianas poderia ser mais bem explorada. Lindas locações em Oahu e Kauai e trilha sonora, com canções havaianas.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade