Um filme divertido, que alia comedia, romance e musica a uma boa edição de som, atuações razoáveis e um enredo legal. Contando a historia do que antigamente era chamado de "O circo dos horrores", o diretor estreante Michael Gracey buscou mostrar as pessoas com alguma deficiência por outro prisma, ao invés do tradicional terror, como é abortado no filme Freaks (1932) por exemplo, ele busca mostrar a humanidade, talento e força de vontade dessas pessoas, mesmo que no balanço final, fique uma lição chicle. O roteiro é bem trabalhado, contando a historia de um homem de visão, que busca vencer na vida através do entretenimento, e acha um nicho pouco explorado, no fundo é um filme sobre visão com uma roupagem de superação bonitinha. Temos uma boa fotografia, uma direção bem afiada e com bons ângulos de luzes e câmera (Levando em consideração principalmente que é um diretor iniciante), a edição e mixagem de som são boas, embora, em alguns momentos, fique claro a sobreposição da voz, tambem sentimos a pouca variação da trilha, mas mesmo assim, é agradável. Nemhuma atuação chega a ser destacavel, mas Hugh Jackman está muito bem, e faz um papel que combina demais com ele. Por fim "O rei do show" não é nenhuma obra prima, mas diverte, e está bem longe de desagradar.