Sangue e Honra
Média
3,9
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Ricardo M.
Ricardo M.

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1,5
Enviada em 31 de outubro de 2016
Muito Sangue, Pouca Honra.

O uso de temáticas medievais podem engrandecer muito uma obra quando fazem uso da histórias reais, mesmo que ainda insiram as devidas liberdades poéticas no roteiro. Sangue e Honra busca desenvolver sua história em um ocorrido inglês do século XIII, mas faltou entusiasmo para criar empatia com o espectador.

Situado na Inglaterra de 1215, o filme conta como o Rei John (Paul Giamatti) é forçado pelos barões e abrir mão de seu controle monárquico através da assinatura do decreto conhecido como Magna Carta. Arrependido por aderir ao documento, John contrata diversos mercenários dinamarqueses para auxiliá-lo na tomada do poder, custe o que custar. Contrário ao rei está o líder templário Marshall (James Purefoy), um homem amargurado pelos rumos da sociedade que decide assumir um papel de "salvador" como forma de "limpeza" espiritual. Seu objetivo é defender o castelo de Rochester, local este que seria fundamental para as estratégias do violento rei John.

Embora a temática desperte interesse, esta produção comandada pelo desconhecido Jonathan English carrega um festival de problemas. A começar pelo roteiro que possui uma história rasa cuja única preocupação é exaltar a violência. Existem tentativas de criar elo emocional e empatia com os personagens, mas nem mesmo astros do calibre de James Purefoy, Kate Mara, Brian Cox e Charles Dance funcionam, pois são categoricamente relegados e momentos em que os próprios atores se perdem diante da fraca direção.

As batalhas, extremamente sangrentas, talvez sejam a único elemento que, aliadas ao ótimo figurino, chamam atenção. Não pela coreografia, mas pela incessante teimosia com que a câmera balança ao estilo Paul Greengrass, isso mais causa náuseas do que imersão, dificultando em muitas ocasiões compreender o que ocorre de fato nas cenas.

A tentativa de desenvolver uma trama de um delicado momento histórico fez de SANGUE E HONRA um filme mediano, que não se salva por conta de erros constantes e ostracismo de um diretor que exigiu demais de suas potencialidades. Pode até divertir no começo, mas desanda furiosamente em pouco tempo.
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