Não tenho muita simpatia pelo cinema nacional por vários motivos. Se não a maioria das produções pelo menos as mais divulgadas, seguem o padrão Globo com fotografia demasiadamente iluminada, presença de personagens oriundas de novelas ou outras produções globais e um excesso de closes parecendo que atuar é prescindir do restante do corpo, transformando o rosto em uma máscara de emoções exageradas. O que mais me irrita é a representação pedante que faz com que frases corriqueiras sejam ditas como se fossem descobertas filosóficas além da capacidade do espectador. "Estômago", oh glória!, não tem nenhuma dessas características e consegue entregar uma história, das mais comuns e simples, de forma cativante, envolvendo o espectador de tal maneira que acaba gerando simpatias por personagens que geralmente são apresentadas pelo que têm de mais negativo. Embora o desfecho seja óbvio, alguns detalhes fazem com que seja surpreendente. Diminuiu um pouquinho a minha inveja das produções argentinas.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade