Estômago é um filme de drama/comédia nacional que contou com a direção de Marcos Jorge que tbm participou do roteiro ao lado de Lusa Silvestre. Na trama, acompanhamos Raimundo Nonato (João Miguel), que decidiu se mudar para a cidade grande em busca de oportunidades. Ao aceitar ser cozinheiro em um bar, descobre o seu grande talento que é cozinhar. Logo, Raimundo passa a ser contratado por um requintado restaurante italiano da cidade. Ao passo que se apaixona pir uma prostituta Iria (Fabíula Nascimento). Marcos Jorge consegue entregar diferentes gênero na trama: drama, comédia e suspense são os mais evidentes. Colocando o protagonista que absorve de forma sensorial tudo o que a cidade tem a oferecer, o desenvolvimento do seu protagonista funciona bem, pois somos cativado pela sua inocência. A narrativa é basicamente divida em 2 partes, que acabam se cruzando ao longo do filme: a primeira que é o passado de Raimundo, mostrando como ele chegou, sua vida na cozinha e o seu envolvimento amoroso com Íris; e a parte em que ele está na preso numa cela com Bujíu (Babu Santana) um figuraça do presídio. O roteiro nos convida a saber o motivo do inocente Raimundo ter sido preso, pois em ambas as narrativas nao se leva jeito de criminoso. Mas além disso, ambas as narrativas que parecem nao ter nenhum vínculo sao muito agradável. Embora que a inocência de Raimundo tenha sido contaminada pelos problemas sociais e particulares de uma grande cidade, vemos, que tanto na cadeia, quanto solto, o protagonista almeja poder, subir de classe, subir de prestígio. Trabalho bem feito da montagem que soube mostrar o que no momento certo. A trama trabalha com um hábito natural de comer, mas nao comer por comer, vemos diversos personagens comendo a comida de Raimundo e experimentando a boa sensação do talento do cozinheiro paraibano, mas para além disso, temos o som, o mastigado, a salivação e a expressão no rosto de cada personagem. No mais, o filme nos prende e é incrível como muitos brasileiros ainda nao conhece.