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Assis T.
1 crítica
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4,5
Enviada em 24 de dezembro de 2015
ATÉ A MORTE é um dos grandes filmes dessa nova fase do belga, e provavelmente um dos melhores trabalhos da sua carreira. É uma produção de 2007 que foi lançada em DVD no Brasil sem grande alarde e que logo acabou soterrada naqueles balaios de ofertas das Lojas Americanas. Uma injustiça.
Antes de mais nada, esqueça todas aquelas bobagens que Van Damme estrelou enquanto sua carreira seguia ladeira abaixo. Falo de "Inferno" (1999), "Replicante" (2001), "A Irmandade" (2001) e o asqueroso "Ameaça Biológica" (2002). Perto destes lixos, ATÉ A MORTE parece Shakespeare. Ou filme para ganhar Oscar.
Em ATÉ A MORTE, o belga interpreta (sem ironia) um personagem profundo e complexo. Trata-se de um agente da Divisão da Narcóticos chamado Anthony Stowe, um dos melhores homens da corporação, mas ao mesmo tempo um tira corrupto, alcoólatra e viciado em heroína. Seu principal objetivo é colocar atrás das grades um ex-parceiro de departamento e agora traficante, Gabriel Callaghan (o excelente Stephen Rea).
Em meio à caçada obsessiva, Stowe entra em rota de auto-destruição. Uma das operações da sua equipe acaba com dois agentes mortos - e tudo por culpa da impulsividade do "herói", que sai dando tiros pra tudo quanto é lado, estragando a emboscada. Isso faz com que ele perca a credibilidade no departamento, além de atrair o ódio do policial cuja namorada morreu na ação.
Até a morte é um filme de ação que contou com a direção de Simon Fellows e roteiro de Dan Harris e James Portolese. Na trama, acompanhamos o detetive Stowe (Jean-Claude Van Damme) que é responsável pelas investigações das narcóticos e ao mesmo tempo um viciado em heroína. Além de ser odiado por praticamente todos da sua divisão está prestes a se divorciar de sua esposa Valerie (Selina Giles). Stowe é baleado durante uma missão, ficando meses em coma, mas ao voltar percebe que deve resgatar a sua mulher de um traficante que já vem tentando prender há um tempo. Fico aqui de elogiar a interessante premissa deixada pelo roteiro de um policial com métodos profissionais duvidosos e uma vida desregrada que apenas na metade do filme (após ser baleado e sair do coma) é que procura fazer as coisas certas. Isso foi bom para o desenvolvimento do protagonista. Porém, o elogio dado ao roteiro, também é visto como um problema, pois fica difícil de acreditar que o vilão traficante Callaghan (Stephen Rea) foi parceiro de Stowe. O papel do vilão ficou muito superficial e não entendemos se o que o motivou foi algo pessoal ou não. Culpa disso é o próprio roteiro picotado. A direção também não ajudou em não conseguir extrair melhor as cenas de ação e das atuações dos personagens. Apesar do Van Damme ter ficado acima da média dos filmes que ele fez nesse período do começo dos anos 2000.
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