Park Chan-wook quase repete o mesmo feito cometido em “Lady Vingança”, começando bem e perdendo ritmo até o final. Acontece que em “Sede de Sangue” essa perca é apenas na metade, recuperando o gosto e nos presenteando com um desfecho digno, marcante e incrivelmente lindo. Lindo mesmo, não apenas pela fotografia, mas também pelo sentido metafórico que a cena transmite.
Ênfase nas atuações que são soberbas de tão artísticas. O cinéfilo visualiza o semblante do elenco e nota como ele leva o trabalho à sério, como é carismático. Há quem pense que os asiáticos são tímidos em assuntos sexuais, essas generalizações são desfeitas nesse bom filme, que impressiona também pela sua sedução encantadora, mesmo sanguinária. O ator Song Kang-ho, além de ter uma fisionomia muito agradável, trabalha com maestria (excelente também em Mr. Vingança), destaque igualmente para a Kim Ok-vin, fazendo uma reviravolta marcante nesse longa, como uma menina inocente no início e ultra-perversa no final, o efeito é grande que a gente torce para que ela morra de maneira bem trágica.
Opiniões variam muito em filmes, corroborando que não existe uma verdade exata sobre o resultado de uma produção (talvez nem na vida), mas a verdade de cada um que assiste e tira suas conclusões.
Park Chan-wook tem um estilo único em seu Cinema e geralmente a sua malícia, sua maldade, seu sarcasmo é bem patente no final, nos mostrando uma obra longe dos clichês.
Resultado: Bom.
Blog: http://cinelevesresenhas.blogspot.com/2011/10/sede-de-sangue-2009.html