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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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5,0
Enviada em 30 de abril de 2019
Barry Lyndon é a história de um ambicioso irlandês sem futuro, ou a esperança de que ele pretenda alcançar uma alta posição social, tornando-se parte da nobreza inglesa do século XVIII. Para Lyndon (Ryan O 'Neal), as respostas sobre como alcançar o poder e suas ambições são simples: de qualquer maneira possível. Sua ascensão à riqueza em uma suntuosa revisão realizada por Staley Kubrick baseado no romance de William Makepeace, As Memórias de Barry Lyndon. Para a criação desta inteligente sátira, ganhadora de quatro prêmios da Academia em 1975, Kubrick encontrou inspiração nas obras dos pintores da época, colocando em exposição o excelente ambiente cinematográfico que em todos os aspectos alicerçam o filme. Os aspectos técnicos, objetivos, pioneiros de utilização das câmeras foram desenvolvidos e utilizados para fotografar ao ar livre e nos interiores, obtendo um efeito de luz natural. Barry Lyndon permanece como um filme de vanguarda que recupera um período de da história como nunca visto na tela grande. Uma obra-prima de um realizador cujos filmes são todos magníficos.
“Barry Lyndon” é um daqueles filmes que nos lembra porque Stanley Kubrick é o que é, vamos começar pelo ponto fraco do filme, o roteiro que é bem encaixadinho mas contem alguns furos, fora o ritmo que em alguns momentos se perdem, apesar de seus atos serem bem definidos, e as atuações que não empolgam apesar de não serem ruins, mas a fotografia deste filme sem duvida é uma das melhores do Kubrick e consequentemente do cinema, as cenas gravadas sem iluminação artificial são de uma beleza e realidade que são sul-reais, os figurinos e elementos de tela também são inacreditáveis, rico em detalhes e nos transporta diretamente para a época, e são perfeitos, juntamente com todas as composições de cena que são realmente uma obra de arte, os zoom in e out que Kubrick utiliza toda hora é para nos mostrar essa perfeição de cenário, isso é bem característico em seus filmes, mas nesse está fenomenal, se você pausar o filme a qualquer momento, você pode capturar a tela e mandar emoldurar e colocar na parede de sua casa, a beleza estética juntamente com os detalhes e composições de todas as cenas são algo que eu não consigo colocar em palavras, a trilha sonora não se destaca muito, mas quando aparece é fundamental e pauta o tom do filme, “Barry Lyndon” é belo, magnifico e triunfal nos seus quesitos técnicos que mostra toda aquela famosa obsessão de Kubrick pelos detalhes, as três horas do filme são um pouco desnecessárias, o roteiro se estende além do que se propõe, mas é bom termos mais um tempo para admirar a beleza do filme.
Stanley Kubrick era conhecido pela dedicação sobre-humana em seus projetos, fazendo com que vários deles se estendesse por anos a fio. Esse preciosismo é o que gerou trabalhos debatidos até hoje como se tivessem sido lançados nessa semana, denotando a aparente imortalidade de suas obras. Em Barry Lyndon, ao pretender contar a história do personagem-título, mas que está inserido em uma época sem eletricidade, resolve utilizar apenas a luz natural em suas tomadas, incluindo cenas noturnas iluminadas por velas. Por conta disso precisa de um filme ultrassensível, algo inédito e inovador. Além de desenvolver a tecnologia da fotografia para o Cinema consegue então um efeito surpreendente: os personagens parecem se mover por quadros pintados da época. É o fenômeno de uma arte estática ganhando vida através da arte do movimento.
Minhas pastas de filmografia já constam quase 2000 filmes assistidos, mas este do Kubrick eu ainda não tinha assistido. Trata-se de outra obra-prima do cineasta. A produção é esmerada, impecável. A trilha sonora é marcante e todo o elenco funciona, como sempre, nas mãos de Kubrick. O filme já começa com uma grande cena: Barry Lyndon treme à frente de sua prima, demonstrando como o homem é fraco na presença da mulher. Depois temos as sequências inesquecíveis de como Kubrick fala da morte do filho de Lyndon. Uma outra cena marcante: o funeral do filho de Lyndon. Acho que o ponto alto do filme é o duelo entre Lyndon e o seu rival, o filho do primeiro casamento de sua esposa. Stanley Kubrick, com sua maneira muito particular de ver o mundo (parecida com a minha), cria personagens e situações com certo sarcasmo, tocando na ferida do ser humano. Filme obrigatório para o caderno de qualquer cinéfilo. Imperdível. Obra-prima. Nota 10. É um Stanley Kubrick.
Um das obras primas do mestre da diversificação Stanley Kubrick! Aqui temos talvez o filme mais belo de todos os tempos, com uma fotografia e direção de arte únicas, levando ao telespectador a sensação de estar dentro de tudo aquilo que ocorre num roteiro maravilhoso, de uma história contada em mais de três horas que não cansa, ainda temos um elenco muito com, com ótimas performances. Barry Lyndon é estupendo e inesquecível.
Perfeição,uma palavra que define bem a carreira de Stanley Kubrick."Barry Lyndon" é mais uma obra de arte do diretor.Ganhando o Oscar em praticamente todas as categorias técnicas,que faltou apenas de Melhor Filme.Não ia ser nenhum absurdo ter levado. A fotografia impressiona,junto com um figurino impecável,e claro,uma trilha sonora marcante.O roteiro adaptado,conta com perfeição a dura vida de um pobre irlandês do século XVIII,que se torna membro da nobreza inglesa.Em meio a tudo isso,o jovem ainda tem tempo para viver suas histórias românticas.É um misto de bons acontecimentos.
Todo o apuro técnico de Kubrick elevado ao infinito. Uma história dramática e pungente contada com a estética e os planos mais aprimorados que o cinema já conheceu.
Um retrato do cinema de Kubrick: majestoso, colossal e distinto. Primorosamente dirigido e fotografado. Para mim, só faltou a subversão característica do diretor.
Uma fotografia de encher os olhos, ótima reconstituição de época, boas atuações de Ryan O'Neal e Marisa Berenson. Mais um tento da direção de Stanley Kubrick.
Não chega ser um clássico como o antecessor Laranja Mecânica mas tem algum mérito, apesar de sua longa duração. A fotografia é simplesmente fantástica, o figurino de época muito belo e uma boa trilha sonora nos faz acompanhar a personagem de Redmond Barry em sua ascensão e seu declínio já como Barry Lyndon.
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