Os Muppets
Média
3,6
253 notas

14 Críticas do usuário

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Fernando M.
Fernando M.

33 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de abril de 2015
Sob a torrente de humor e dança, existe uma constatação amarga. Que ninguém mais se lembra dos Muppets. Essa é talvez a "triste realidade" que sustenta o filme do começo ao fim, como uma espécie de esqueleto narrativo.

Sua trama é simples. Walter, um fanático pelos Muppets, é convidado pelo seu irmão Gary para visitar o Teatro Muppet e seus estúdios, em Los Angeles. Isso numa época em que Caco e sua turma nada mais eram que uma moda ultrapassada, assim como hoje. Tudo bem, o teatro está decadente, empoeirado, caindo aos pedaços. Os personagens se viram como podem, espalhados pelo mundo e pelo vento da própria sorte. Mas é um magnata do petróleo que entra em cena, vivido pelo ótimo ator Chris Cooper [de Beleza Americana, 1999, e O Patriota, 2000], que faz a história dar uma reviravolta impressionante.

É claro que a turminha de bonecos criada pelo genial manipulador de marionetes norte-americano Jim Henson (1936-1990) não está tão esquecida assim, como sugere o longa. Mas é incrível ver como a história conduz os personagens a rirem do próprio ostracismo, a rirem até de uma suposta incapacidade de fazerem mais parte da atualidade. O filme poderia muito bem cair numa espécie de lugar-comum nostálgico, lamuriento e chato, porém isso não ocorre.

O velho e irretocável humor pastelão está lá, o romance fofo e kitsch entre o sapo Caco (ou Kermit, na versão americana) e a porquinha Piggy continua impagável. Enfim, tudo aquilo que fez da criação de Henson tornar-se num tipo de paródia do estilo televisivo dos EUA e do brilho purpurinado das estrelas hollywoodianas continua pungente e único, apesar dos anos.

Essa é a "pegada" que torna o filme extremamente interessante. O exagero é utilizado do começo ao fim como uma componente extra de recurso de linguagem. As coreografias dão uma atmosfera retrô, de filme Disney dos anos 80 ou até mesmo de clássico MGM da década de 50. A graça do filme é justamente esse tom "datado". O mantra exaustivamente repetido "esqueceram da gente" é a mola propulsora do enredo, que faz os Muppets voltarem à cena, varrendo o esquecimento e trazendo toda e mesmíssima poética que o consagraram no final dos anos 70 até hoje.

Em outras palavras, o ponto forte do filme é esse proposital "anacronismo".

Em um mundo onde estilos consagrados sofrem as mais inusitadas concessões para garantir a sobrevivência, Os Muppets parecem ironizar isso de modo velado e sutil. A moda hoje é filmes com muitos efeitos especiais? Homens explodindo? Vampiros que brilham e falam coisas fofas? Bruxos urbanos? Pois bem. Os Muppets aparecem sem muitos retoques. O que a câmera foca é um boneco de pano manipulado por pessoas, sem brincadeiras exóticas de luz, nem truques de computação gráfica.

Estamos acostumados a ver as coisas se descaracterizando, tendo por desculpa esses estranhos ventos da modernidade. Os desenhos engolindo cada vez mais a linguagem ágil dos videogames; os épicos cada vez mais se diluindo numa amálgama pop.

Mas veja a proposta a bem dizer "conservadora" do filme. As piadas ingênuas alimentadas pela verve hiperbólica característica do mundo inventado por Henson fazem do filme um corpo estranho ao momento cinematográfico que vivemos hoje, em linhas gerais.

Mas será isso importante? Para mim? Para você?

É indiscutível que os bonecos roubam a cena, ainda que por instantes. Para os cinéfilos mais razoáveis, os Muppets envelheceram bem. Para os apaixonados, assim como o Walter, o mundo mágico dos bonequinhos de pano é sem idade, é eterna. E que, diante das mudanças de modas cinematográficas ditadas pelas leis de mercado, Caco surge com uma ambição "reacionária": é rindo do próprio ostracismo que os Muppets provam que ainda confiam no próprio taco.
Alvaro S.
Alvaro S.

2.259 seguidores 349 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de março de 2016
Sem medo de rir de si mesmo e de ser contemplativo, Os Muppets é um filme sincero. Sincero com seus personagens e com o espectador.
Em seu retorno a tela grande, Os Muppets foram esquecidos pela maioria dos seus fãs e hoje em dia programas apelativos são os vistos pela criançada. Mas não para o boneco Walter, fã incondicional do show.
Ele, seu irmão Gary (Jason Segal) e a namorada deste, Mary (Amy Adams), numa viagem para Los Angeles, vão visitar o Museu dos Muppets e acabam descobrindo que ele será demolido. Para que isso não aconteça eles vão atrás do sapo Caco e o convence a reunir a turma para evitar que isso aconteça. Foi uma delícia rever os personagens, Miss Piggy, Gonzo, Animal, Fozzie...
O filme é um entretenimento familiar acima da média, que encanta tanto os adultos como uma nova geração, com nostalgia, originalidade, sem piadas apelativas e sem nunca parecer datado. Tudo isso com um sorriso sincero no rosto.
Curiosidade. Ganhou o Oscar de Melhor Canção.
Nota do público: 7.2 (IMDB)
Nota dos críticos: 96%(Rotten Tomatoes)
Bilheterias
EUA - $88 milhões
Mundo - $165 milhões
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Novo Danilo
Novo Danilo

6 seguidores 38 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2021
Ao contrário da Vila Sésamo que tratava as crianças como retardadas. Os Muppets são criativos, originais e mais divertidos. Ignore os comentários sem graça dessas pessoas que não entende de cinema, Assistam esse filme! Não irá se arrepender
Anna Luisa S.
Anna Luisa S.

4 seguidores 7 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 22 de novembro de 2013
spoiler:
ruim muito ruim , chato muito chato , musical ate de mais acho que so criancinha vai amar esse filme .
Victor N.
Victor N.

56 seguidores 104 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de agosto de 2013
Filme recomendável para todas as idades, principalmente para os fans dos Muppets.
Danilo Miranda
Danilo Miranda

10 seguidores 57 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de janeiro de 2013
Só me resta dizer...

Mahna mahna
(ba dee bedebe)
mahna mahna
(ba debe dee)
mahna mahna
(ba dee bedebe badebe badebe dee dee de-de de-de-de)
Fê Sanches
Fê Sanches

517 seguidores 256 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Muito bom.Impossível não bater uma nostalgia para quem assiste,principalmente quem pegou o auge dos Muppets,achei interessante o filme ir resgatando um a um dos integrantes,para quem não conhece é uma forma de apresentação(a geração mais nova não sabe nem quem são eles),com muitas e boas canções,o filme é claramente uma tentativa de tirar os muppets do ostracismo,e na minha opinião,consegue alcançar o resultado esperado,dá até vontade de assistir o desenho de novo..rs..Vale a pena ver.
Adriana
Adriana

9 seguidores 51 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Assisti o filme ontem e achei muito alto astral. A história em si não é tão bem construída, porém a magia dos Muppets vale o filme. Ponto para a trilha sonora fenomenal e para as participações especiais, como a de Dave Grohl. Um filme para todas as idades.
anônimo
Um visitante
2,0
Enviada em 23 de novembro de 2013
-Uma das piores adaptações do ano todo.
-Cansativo e deprimente...Amy Adams sujeita a uma grande bobagem,nem ela sequer salva todo o filme com sua capacidade de atuar direito.
-Estragaram tudo...
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 482 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de junho de 2025
Sinopse:
Walter é o maior fã dos Muppets e viaja a Los Angeles ao lado dos amigos Gary e Mary. O trio descobre que Tex Richman deseja destruir o Muppet Theatre, para explorar o petróleo recém descoberto no local. Pensando em salvar o local, o trio ajuda Caco a reunir mais uma vez os Muppets para que todos realizem um grande programa de TV que possibilite a arrecadação do dinheiro necessário.

Crítica:
"Os Muppets" é uma divertida e refrescante homenagem ao legado icônico dessas marionetes adoráveis. Dirigido por James Bobin, o filme captura perfeitamente a essência do que faz os Muppets tão especiais: a mistura de humor inocente, momentos emocionantes e uma boa dose de música contagiante.

A trama gira em torno de Walter, um fã incondicional dos Muppets que percebe que sua amada equipe corre um sério risco de desaparecer para sempre. A partir daí, ele, seu irmão Gary e a namorada dele, Mary, embarcam em uma jornada recheada de aventuras, encontros hilários e lições valiosas sobre amizade e união. Nesse sentido, a narrativa é simples, mas eficaz, evocando um sentimento de nostalgia enquanto se reinventa para novas gerações.

Jason Segel brilha no papel de Gary, trazendo um charme genuíno que se equilibra bem com a energia vibrante dos Muppets. Amy Adams, como a otimista Mary, traz sua própria dose de doçura, enquanto Chris Cooper se destaca como o vilão Tex Richman, que, apesar de suas intenções mesquinhas, é apresentado de maneira divertida e caricata.

As músicas, compostas em grande parte por Bret McKenzie, são um dos pontos altos do filme. Elas são memoráveis e se encaixam bem na narrativa, proporcionando momentos que destacam as personalidades dos personagens. O número "Man or Muppet", em particular, é um deleite, capturando a essência da jornada de autodescoberta de Walter.

Em termos técnicos, a produção é impecável. Os cenários são vibrantes, e a animação dos Muppets mescla-se de forma harmoniosa com os personagens humanos. A química entre os Muppets e o elenco humano é encantadora, ressaltando a habilidade que o filme teve em manter viva a essência do que tornou os Muppets tão amados ao longo dos anos.

No entanto, nem tudo brilha intensamente. Enquanto o filme é rico em charme e nostalgia, pode, em alguns momentos, parecer um pouco previsível e depender excessivamente de fórmulas clássicas. Para os espectadores mais jovens, pode haver momentos em que a história parecerá menos impactante, não ressoando tão fortemente quanto para aqueles que cresceram assistindo aos Muppets.

De maneira geral, "Os Muppets" é uma experiência alegre que encanta tanto os fãs de longa data quanto novos. Ele equilibra nostalgia e inovação, divertindo e emocionando em igual medida. É um filme que, com suas lições sobre amizade e a importância de não esquecer os pequenos prazeres da vida, certamente merece um lugar no coração dos amantes de comédias musicais.
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