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Um visitante
2,0
Enviada em 28 de setembro de 2020
Apenas mais um desses filmes de desastre natural hiper mega super clichês que todo mundo já está mais do que acostumado. Os efeitos visuais até que são bons, para a época do filme, me lembro que quando vi no cinema aos 11 anos de idade eu pirei nas cenas de ação, mas assistindo múltiplas vezes agora mais velho, dá pra ver as óbvias limitações deste pastiche genérico deslavado. John Cusack é um protagonista carismático, e você até que consegue sentir alguma coisa pela família, mas a trama é muito previsível, a direção e a trilha sonora pouquíssimo inspiradas(frustrante para um filme desta escala), e a edição é confusa. Enfim, se você quiser desligar o cérebro por um tempo num fim de semana sentado no sofá pra curtir um blockbuster, pode até curtir 2012, mas não espere muito...
Um filme com bons efeitos especiais, boa trilha, um elenco bom, mas com uma história muito longa, que se torna cansativo e chato em alguns momentos. Uma catástrofe que os cientistas descobrem que pode acabar com a vida na terra e a corrida contra o tempo para se salvar, faz com que algumas pessoas do alto escalão vendam a salvação. Daí em diante parece um filme bíblico que só tinha os efeitos especiais como fator primordial do filme.
Bem "meia boca"... O filme possui um bom elenco, mas um mal enredo, muito desconexo; embora com alguns bons efeitos especiais. Se não tiver nada para assistir, faça um teste com esse filme.
spoiler: Pacote com a catarse do caos traz de brinde culpa e tristeza
A alta cúpula já estava preparada para o fim do mundo. Mas o geólogo chega para o presidente dos Estados Unidos e diz que suas contas estavam equivocadas - o cataclisma acontecerá meses antes do que ele previa. O presidente questiona: como assim contas equivocadas? O geólogo não tem o que dizer: "Simplesmente errei".
Então o presidente negro dos EUA, vivido por Danny Glover, se resigna: "Sabe quantas vezes se ouviu aqui na Casa Branca uma pessoa reconhecer que estava errada? Zero". É uma confissão de prepotência que, dada a opção de associar visualmente o presidente fictício com Barack Obama, passa a ecoar questões da Era Bush. O diretor Roland Emmerich destrói o planeta em 2012 para que todos nós perdoemos os EUA, basicamente.
O filme-catástrofe é um subgênero fetichista por excelência, em que a catarse do caos aliena nossos problemas de fato - ao ver o lagarto gigante de Godzilla destruindo Manhattan, por exemplo, os medos da vida real soam prosaicos. O que Emmerich faz em 2012 é combater o componente alienante. É o seu filme mais panfletário e também o que martela mais forte uma mensagem. Para quem já dirigiu patacoadas americanófilas como Soldado Universal, Independence Day e O Patriota, não é pouca coisa.
A trama se faz de premissas consagradas. Acompanhamos o clássico pai divorciado que está tentando reconquistar o afeto dos filhos, interpretado por John Cusack, a metonímia que individualiza para o espectador um drama tão continental que, visto só de cima, perderia um pouco a humanidade. Para que o espectador possa se identificar com cada um dos desastres (vulcões, fissuras tectônicas, maremotos), o pobre John Cusack será forçado a estar presente em cada um deles.
Não é difícil imaginar o final de uma história dessas. O que muda, na forma como Emmerich tonaliza 2012, é o peso. O processo de desalienação do filme-catástrofe leva a um sentimento de culpa generalizado. O presidente se sente culpado por não ter avisado a população do fim. O geólogo se sente culpado porque não vai salvar quem gostaria. O pai do geólogo, que descobrimos ter um histórico de alcoolismo, indica se sentir culpado pela relação que manteve com o filho.
É um bom filme, tirando todas as cenas que têm o John Cusack! Seu personagem realiza muitas fugas mirabolantes e a maioria das cenas são forçadas e exageradas ao extremo. O filme é repleto de clichês ultrapassados. Na minha avaliação, era para ser um filme nota 8, mas confesso que me decepcionou.
Fui assistir a esse filme, é claro, com expectativas, mas ao mesmo tempo com medo de ser uma "bomba" como foi "O Dia Depois de Amanhã" (do qual eu não esperava nada e, mesmo assim, me decepcionou). Mas esse irmão por parte de pai, "2012", me impressionou. Acontece que "2012" é uma experiência cinematográfica não única, mas especial. A temática não é nova, o roteiro não tem grandes reviravoltas, mas é um filme que consegue manter a tensão - bom, uma vez que ela de fato começa, e isso só acontece depois do personagem de John Cusack entrar de uma vez no avião, até aí a tensão é interrompida por piadinhas meia-boca e uma trilha sonora dispensável - até o seu final (que, convenhamos, é muito melhor do que o também apocalíptico "Presságio). O enfoque no menino Noah na cena em que os animais passam voando foi uma sacada genial. Deixa algumas coisas a desejar, principalmente em relação ao personagem Gordon, que aprende a pilotar um avião imenso do nada e, pelo visto, não liga a mínima para salvar a própria vida e a da família (pelo menos é o que o espectador sente quando, apesar da insistência de Jackson, afirma que não é piloto - oras, ele queria morrer em Las Vegas?). Não se pode extrair grandes lições de vida (a não ser que se queira muito e se contente com um clichê) e não será lembrado para sempre, mas é sem dúvida um grande entretenimento.
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