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Alvaro S.
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349 críticas
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4,0
Enviada em 12 de outubro de 2015
Amor incondicional é a definição perfeita para esta produção independente que merece ser descoberta. Lars (Ryan Gosling) tem problema em se relacionar com as pessoas a sua volta e sofre com isso. Sem saber como mudar essa realidade, ele inconscientemente compra uma boneca inflável e apresenta ela a todos como sendo uma pessoa real e sua namorada Bianca. A forma como o roteiro e a direção abordam esse tema é uma das mais sublimes e emocionantes que já vi. Se no início causa estranhamento nas pessoas a ponto de todas pensarem que Lars está louco, percebemos que de louco todos temos um pouco. No decorrer da história vai ficando claro porque ele agiu desta forma. Cabe dizer que é lindo o que toda a cidade faz pra abraçar sua namorada boneca, por amor e preocupação a ele, inserindo ela no cotidiano de suas vidas. É um gesto bonito de ver, de estrema bondade e emocionante. Todos nós temos problemas que não sabemos ou queremos lidar, aqui, neste filme, a boneca é a representação destes medos. Entre risadas e emoções, o choro veio fácil. Me tocou profundamente. Curiosidade. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Nota do público: 7.4 (IMDB) Nota dos críticos: 81%(Rotten Tomatoes) Bilheterias EUA - $5,9 milhões Mundo - $11 milhões Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Vendido como comédia, esse filme é sobre um rapaz com problemas para se socializar (Ryan Gosling) após a morte do pai e que resolve comprar uma boneca pela internet (você sabe, "aquela" boneca) e tratá-la como sua namorada na frente de seu irmão e esposa e para toda a cidadezinha onde moram. Nada é forçado, exceto a reação praticamente positiva de todos os habitantes da cidadela, que parecem gostar de um rapaz que parece ausente da vida em comunidade exceto pelas missas na igreja e as idas e vindas do trabalho.
Ótimo, sensacional mesmo!!! Procurei assisti pq Gosling tá atuando muito bem em seus filmes, e vi que não é de agora, nesse filme ele mandou muito bem, e o filme é muito bom!
Filme muito interessante. Com a sinopse algumas pessoas assemelham o filme com a Mulher Invisivel,porém é bem longe disso. O filme pra mim não se classifica em comédia e sim em drama, contado de uma forma leve. O filme é muito original. Achei a Emili Mortimer estranha em algumas cenas, e como sempre Ryan Gosling está muito bem.
Filme interessante, com lances cômicos, mas que trata de maneira muito interessante o trauma perfeitamente real e extremamente dramático do protagonista, aliás muito bem interpretado por Gosling.
Esse filme me surpreendeu positivamente, deixei na minha lista por um ano, mas por preconceito do enredo sempre deixava para depois. E devo confessar, perdi muito tempo, pois o filme e a história são lindas, é um filme que em alguns momentos parece comédia e em alguns se transforma em drama, os personagens são muito carismáticos, fazendo que você torça para que todos eles encontrem a felicidade. a atuação de Ryan Gosling é surreal, ele deixa de ser um galã para ser um homem comum do subúrbio. Recomendo o filme, não cometa o mesmo erro de deixar esse filme para depois e assista assim que possível.
“A Garota Ideal” (2007) é aquele tipo de filme que passa batido por muita gente, mas merece ser redescoberto, principalmente por quem gosta de Psicologia. Ryan Gosling, como sempre, entrega uma atuação impecável: ele interpreta Lars, um cara extremamente tímido, com sinais claros de isolamento social e talvez até fobia social. Em um ponto inusitado da trama, ele apresenta uma boneca (que ao meu ver hoje seria chamada de boneca reborn) como sua namorada, Bianca. E o mais interessante é que ele acredita de verdade nesse vínculo.
O que poderia virar piada ou ser tratado de forma caricata, ganha contornos muito humanos. A família, especialmente a cunhada (um amor de pessoa), decide acolher a situação com empatia e vai puxando o irmão junto nesse cuidado. Aos poucos, a comunidade também entra nesse “jogo simbólico”, respeitando o tempo e o sofrimento de Lars, ao invés de forçá-lo a “voltar ao normal”. E aí está o brilho do filme: ele mostra como o acolhimento, o respeito à subjetividade e a convivência amorosa podem funcionar quase como uma terapia silenciosa.
Para quem olha com os olhos da Psicologia, é lindo ver como o filme retrata o processo de exposição gradual a estímulos difíceis (como o toque, o afeto, o contato social) de forma tão natural. É uma história sobre solidão, mas também sobre vínculo e cuidado. E o melhor: sem grandes discursos, sem rótulos pesados. Só sensibilidade, humanidade e um baita roteiro.
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