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Rafael Sales
1 seguidor
48 críticas
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4,0
Enviada em 12 de setembro de 2024
Esse filme me surpreendeu positivamente, deixei na minha lista por um ano, mas por preconceito do enredo sempre deixava para depois. E devo confessar, perdi muito tempo, pois o filme e a história são lindas, é um filme que em alguns momentos parece comédia e em alguns se transforma em drama, os personagens são muito carismáticos, fazendo que você torça para que todos eles encontrem a felicidade. a atuação de Ryan Gosling é surreal, ele deixa de ser um galã para ser um homem comum do subúrbio. Recomendo o filme, não cometa o mesmo erro de deixar esse filme para depois e assista assim que possível.
A primeira vista parece uma comédia, quando Lars, um rapaz tímido, apresenta sua nova namorada, que é uma boneca de plástico. Aos poucos a história transforma em um drama, retratando, de forma honesta, a vida Lars que, aparentemente, tem um transtorno esquizóide. O ponto comovente do filme é que todos ao redor de Lars passam a acreditar em seu delírio a fim de ajudá-lo. Ao final A Garota Ideal, é um filme sobre compaixão, empatia e solidariedade.
“A Garota Ideal” (2007) é aquele tipo de filme que passa batido por muita gente, mas merece ser redescoberto, principalmente por quem gosta de Psicologia. Ryan Gosling, como sempre, entrega uma atuação impecável: ele interpreta Lars, um cara extremamente tímido, com sinais claros de isolamento social e talvez até fobia social. Em um ponto inusitado da trama, ele apresenta uma boneca (que ao meu ver hoje seria chamada de boneca reborn) como sua namorada, Bianca. E o mais interessante é que ele acredita de verdade nesse vínculo.
O que poderia virar piada ou ser tratado de forma caricata, ganha contornos muito humanos. A família, especialmente a cunhada (um amor de pessoa), decide acolher a situação com empatia e vai puxando o irmão junto nesse cuidado. Aos poucos, a comunidade também entra nesse “jogo simbólico”, respeitando o tempo e o sofrimento de Lars, ao invés de forçá-lo a “voltar ao normal”. E aí está o brilho do filme: ele mostra como o acolhimento, o respeito à subjetividade e a convivência amorosa podem funcionar quase como uma terapia silenciosa.
Para quem olha com os olhos da Psicologia, é lindo ver como o filme retrata o processo de exposição gradual a estímulos difíceis (como o toque, o afeto, o contato social) de forma tão natural. É uma história sobre solidão, mas também sobre vínculo e cuidado. E o melhor: sem grandes discursos, sem rótulos pesados. Só sensibilidade, humanidade e um baita roteiro.
É um filme sobre amor, não o amor de um homem por uma boneca de borracha, mas de uma comunidade inteira procurando acolher um cara de bom coração passando por um momento de delírio por traumas não resolvidos. O delírio de achar que tem uma "namorada reborn" o fez perceber o quanto é amado e respeitado, mesmo se tratando de uma comunidade pequena e conservadora.
O filme não se trata apenas do desenrolar dos fatos decorrentes à uma pessoa com problemas psicológico afetado devido a perca dos pais. Apesar de Lars, chamar atenção de sua família e da sociedade em que vive dando vida a uma boneca, que no caso seria a garota ideal para ele, não pelo que ela faz, mas pelo que fazem juntos. Quando ele fala no ouvido dela, que a flor é de plástico por isso durará para sempre, reflete na relação que ele construia. A mensagem que Lars transmite é que ele quer viver o amor verdadeiro, até que a morte os separe, com fidelidade e companheirismo, não uma busca egoísta de satisfação no cônjuge. Uma relação de HOMENS e MULHERES de verdade. Ele não se apaixona pela boneca, apenas vivencia seus princípios e valores relacionados ao amor por não ter se arriscado com alguém disposta a se arriscar também... Mas no final ele investe em sua verdadeira paixão. Um dos meus filmes preferidos, alem de ter Ryan Gosling no elenco !
Um filme antigo que me surpreendeu bastante, atuação de todos impecável, há momentos de choro e há momentos de risada, vale muito a pena o assistir analisando no ponto de vista como comunidade, especialmente como podemos nos tornar pessoas melhores diante das situações que inicialmente parecem "desconexas", "loucuras", é um baita filme para se entender o conceito de empatia e repensar nas nossas bases como sociedade.
Se você espera assistir um filme engraçado, não é. Ele tem momentos que a gente "sorri" para a tela, é um misto de empatia com constrangimento. Mas totalmente respeitoso, importante ressaltar. Algo que me cativou muito foi a psicóloga, ela é parte fundamental na história, ela é calma, compreensível, chega manso mas tomando controle de Lars. Realmente... vale a pena assistir! As atuações de todos estão incríveis.
A garota ideal é uma comédia/romance que foi dirigido por Craig Gillespie. Na trama, acompanhamos Lars (Ryan Gosling) que por ser extremamente tímido e possuir grandes dificuldades de manter uma vida social, decide anunciar para o seu irmão Gus (Paul Schneider) e sua cunhada Karin (Emily Mortimer) que está namorando. Porém, ambos descobrem que trata-se de uma boneca de plástico. O filme independente norte-americano que não repete formulas prontas de Hollywood e acaba se aproximando mais da realidade. Aqui temos uma grande interpretação de Ryan Gosling e um bom elenco de apoio. A fotografia é perfeita porque consegue mostrar a transição de um inverno rigoroso para o final dele (já no desfecho do filme). Voltando para a trama, temos um personagem com Transtorno de Personalidade Equizoide que não demonstra interesse em nenhuma interação social, evitando também contatos físicos e prefere atividades solitárias. O curioso do filme é que mesmo diante da escolha de Lars, praticamente toda a comunidade ao seu redor aceita a sua namorada. Algo que poderia ser explorado melhor no filme seria a relutância de algum personagem nisso, o que poderia trazer uma maior tensão no filme. A grande sacada no filme é como o próprio Lars percebe, ao poucos, que o contato verdadeiro é com “gente de verdade”. Embora o desfecho não seja necessariamente claro enquanto a isso, mas o próprio terceiro ato do filme vai mostrando o caminho que o protagonista pretende aceitar.
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