O Auto da Compadecida
Média
4,7
5474 notas

287 Críticas do usuário

5
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Paulo
Paulo

128 seguidores 201 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de novembro de 2013
Simplesmente o melhor filme nacional de todos os saga inesquecível com personagens destaque para a dupla joão grilo e chicó.Uma comédia autêntica e genuinamente íssima atuação da fantástica fernanda montenegro ao interpretar nossa senhora e a sua defesa em pro dos miseráveis da ável direção,fotografia, elenco e trilha ional e incrivelmente belo essa obra do nordestino Ariano clássico do cinema nacional para ver e rever.
Kid Janjão
Kid Janjão

17 seguidores 66 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2015
Maravilhosa adaptação da obra de Ariano Suassuna. Matheus Nachtergaele, Selton Mello e grande elenco estão em estado de graça. Fiel às características do Nordeste, com seu humor peculiar e simpatia, finda com uma mensagem comovente. Um clássico não só da comédia como do cinema brasileiro.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 5 de dezembro de 2024
Lançado em 2000 como adaptação para o cinema da minissérie de 1999, O Auto da Compadecida rapidamente se consolidou como um marco na história do cinema brasileiro. Baseado na obra homônima de Ariano Suassuna, o filme transcendeu os limites da comédia regional para se tornar um símbolo cultural do Brasil, entrelaçando elementos do cordel, do barroco e do realismo mágico. A sua narrativa envolvente e o brilhantismo de seus personagens oferecem um retrato perspicaz e satírico das contradições sociais, religiosas e morais do país.

A trama segue João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois nordestinos pobres que vivem de artimanhas para sobreviver. Através de humor ácido e um roteiro que explora a linguagem do povo, o filme denuncia desigualdades sociais, hipocrisias religiosas e a exploração de classes menos favorecidas. Essa crítica é tecida com maestria, transformando o sofrimento em resistência e o cotidiano em arte.

Ao mesclar humor e drama, o diretor Guel Arraes constrói um universo acessível, mas repleto de camadas simbólicas. A figura da Compadecida (Fernanda Montenegro) atua como uma ponte entre o humano e o divino, lembrando o público da importância da misericórdia em um mundo repleto de injustiças. Essa abordagem dialoga diretamente com o ethos brasileiro, onde a religiosidade popular se mistura com práticas cotidianas de sobrevivência.

A cinematografia de O Auto da Compadecida se destaca pela simplicidade eficaz. Os cenários, representando o sertão nordestino, são realistas, mas também evocam um ambiente quase mítico. A trilha sonora, composta por elementos regionais, contribui para criar uma imersão autêntica, reforçando o caráter universal da narrativa.

As atuações merecem destaque. Matheus Nachtergaele entrega uma performance memorável como João Grilo, equilibrando sagacidade e vulnerabilidade. Selton Mello, como Chicó, traz um contraste cômico e carismático, compondo uma das duplas mais emblemáticas da cultura brasileira. Fernanda Montenegro, em sua breve, mas impactante aparição como a Compadecida, confere à obra um peso dramático e espiritual inegável.

Mais do que uma comédia, o filme é uma crítica incisiva às desigualdades do Brasil. O enredo é permeado por figuras arquetípicas, como o padeiro explorador, o padre corrupto e o cangaceiro tirânico, que representam as estruturas opressivas da sociedade. No entanto, a narrativa nunca descamba para o moralismo; pelo contrário, ela abraça a complexidade da condição humana, mostrando que o riso e o drama são inseparáveis na vida do brasileiro.

Outro ponto crucial é o papel da religião. Enquanto critica a hierarquia e a corrupção clerical, o filme resgata a fé popular como uma força redentora. A Compadecida, ao julgar os personagens no final, subverte as expectativas tradicionais de punição e recompensa, priorizando a compaixão sobre a justiça estrita. Esse gesto simbólico ecoa a mensagem central de Ariano Suassuna: a humanidade precisa de misericórdia tanto quanto de redenção.

Com o anúncio de uma sequência em 2024, quase 25 anos após o lançamento original, O Auto da Compadecida reafirma sua relevância. Este anúncio gera expectativas imensas, pois a obra original é uma referência incontestável. Contudo, essa mesma expectativa coloca uma pressão significativa sobre os realizadores: como expandir uma história que já parece completa? A sequência terá a difícil tarefa de inovar sem perder a essência que tornou o primeiro filme tão especial.

O Auto da Compadecida é mais do que um filme; é uma celebração do Brasil em sua complexidade, beleza e contradições. Seu humor afiado, combinado a uma profunda crítica social, torna-o uma obra atemporal e universal. A aguardada sequência tem o desafio de estar à altura de seu legado, mas independentemente do resultado, a obra original continuará a ocupar um lugar de destaque no panteão cultural brasileiro.

Assim, enquanto celebramos o retorno de João Grilo e Chicó às telas, revisitar o filme de 2000 é um exercício de reconhecimento da genialidade de Ariano Suassuna e de todos os artistas que deram vida a esta joia do cinema nacional. O Auto da Compadecida permanece como uma lembrança vibrante de que, no Brasil, o riso e a resistência caminham lado a lado.
Estevan Magno
Estevan Magno

5.246 seguidores 490 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de julho de 2013
Uma linda releitura de uma obra prima da literatura e do teatro brasileiro, de Ariano Suassuna. O elenco é dos melhores e as atuações são dignas de Oscar. A vida no sertão nordestina pode ser complicada e cheia de perigos, esse filme tem a capacidade de nos mostrar ambos os lados, positivos e negativos, de forma fenomenal. A comicidade da peça fica por conta de Selton Mello e Matheus N., sem falar do padre e bispo, e o pessoal da padaria. Muitas falas marcantes e cenas espetaculares, um cenário típico e muito bem escolhido, perfeito para rodar. Após inúmeras artimanhas, João se vê no purgatório após tentar enganar o cangaceiro interpretado pelo excelente Marco Nanini. É muito interessante a forma realista e ao mesmo tempo de muito fé, com que o diretor, o roteirista, e o autor produzem e descrevem o céu e o inferno. Uma verdadeira obra prima do cinema mundial. O cinema brasileiro passa por mal momentos, com comédias insanas, enquanto aguardamos a reconciliação, ficamos matando saudade de "O Auto da Compadecida".
Eduardo F.
Eduardo F.

183 seguidores 157 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de novembro de 2014
Um dos maiores filmes brasileiros! baseado no livro do grande escritor Ariano Suassuna, grande elenco com Matheus Nachtergaele, Selton Melo, Fernanda Montenegro, Marco Nanini, Lima Duarte, Diogo Vilela, Paulo Goulart, Rogério Cardoso, Denise Fraga, entre outros. direção de Guel Arraes, filme muito engraçado, imperdível!
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de março de 2014
Uma fórmula simples que agrada e diverte com a seca nordestina como cenário, personagens sertanejos interpretados por ótimos atores,diálogos inteligentes e engraçados.
bcco11
bcco11

9 seguidores 46 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de fevereiro de 2015
Clássico nacional, este filme é divino! Rende muitas risadas com as trapalhadas desta dupla. Não sei, só sei que foi assim. Filme obrigatório para apreciadores de bons filmes.
João Santos
João Santos

4 seguidores 22 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 31 de maio de 2021
Um clássico do cinema brasileiro, dá pra dar umas boas risadas, duvido que haja alguém que ainda não assistiu....
mariana X.
mariana X.

27 seguidores 49 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de julho de 2013
É com certeza o melhor filme brasileiro que eu já vi , a historia é bem divertida não é aquela comédia que apela para o lado ruim das coisas ( o que é bem estilo comédia brasileira ) é uma comédia familiar porem que agrada a todos , a atuação de Matheus Nachtergaele como sempre me surpreendeu com o seu jeito de interpretar o papel tão bem . A historia também traz uma lição embora os filmes brasileiros raramente tragam lições esse filme é diferente no final da historia você percebe que tudo o que o personagem joão grilo (Matheus Nachtergaele) passou com seu amigo chicó (Selton Mell ) no final valeu a pena como lição de vida . Esse filme é realmente um exemplo de filme brasileiro , vale muito a pena assisti .
Diego A.
Diego A.

13 seguidores 16 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de novembro de 2012
Obra prima do cinema tupiniquim. Uma adaptação incrível e atuações de Selton Mello e Matheus Nachtergaele perfeitas. Porque eu digo isso? "Num sei. Só sei que foi assim"
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