Apesar de ter uma abordagem fiel à narrativa do livro, considero que alguns pontos cruciais para o desenvolvimento da estória ficaram de fora. Achei a sequência tediosa, como também aquele foco esbranquiçado para dar a impressão de relato de memórias. O livro é muito melhor!
Bem fiel ao livro, ator bem escolhido. Figurino de época bem feito. Um dos melhores filmes nacionais. Tomara que algum dia façam um filme sobre o livro DOM CASMURRO nesse mesmo nível pelo menos.
Ótimo filme, elenco muito bom, foi bem fiel ao livro de Machado de Assis. Pena que outros clássicos da literatura brasileira não tiveram uma produção tão boa como está.
Sinopse: Após sua vida, no ano de 1869, Brás Cubas decide por narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair na eternidade. Começa então a relembrar dos amigos, como Quincas Borba, da sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e, ainda, do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.
Crítica: "Memórias Póstumas" apresenta uma abordagem interessante e ambiciosa ao adaptar uma das obras mais icônicas da literatura brasileira. Embora a narrativa de Brás Cubas traga à tona questões relevantes sobre a vida e a morte, e a relação entre os dois, a execução da história pode deixar a desejar em certos aspectos.
A utilização de citações literais de Machado de Assis é um ponto positivo, pois mantém a essência do autor, mas em algumas partes isso pode parecer exagerado ou forçado, o que compromete o ritmo da narrativa. O filme se esforça para revisitar momentos significativos da vida de Brás Cubas, como seus relacionamentos e sua formação, mas a entrega dessas memórias nem sempre é feita de maneira eficaz, resultando em uma sensação de superficialidade em alguns enredos.
Além disso, a tentativa de abordar temas complexos, como a crítica social e as contradições da classe alta, por muitas vezes acaba simplificando essas questões, deixando de lado a dinamicidade que poderiam ter. A direção de André Klotzel, apesar de competente, parece encontrar dificuldades em equilibrar a profundidade dos temas com o tom leve da comédia dramática.
Visualmente, a fotografia de Pedro Farkas traz um charme à produção, e a direção de arte de Adrian Cooper consegue construir um ambiente que remete à época retratada. No entanto, esses elementos não conseguem compensar totalmente a necessidade de uma execução mais cuidadosa na narrativa e no desenvolvimento dos personagens.
"Memórias Póstumas" tem seus méritos e traz à tona um clássico da literatura, mas sua implementação carece de um maior refinamento, especialmente na exploração dos detalhes que poderiam enriquecer a história de Brás Cubas. A obra, na busca por abarcar a importância de sua mensagem, acaba se distanciando da profundidade que a narrativa exige.
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