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Sergio Batisteli
21 críticas
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3,0
Enviada em 22 de julho de 2025
Luzes Na Escuridão - Crítica
Uma solitária rotina
Koistinen (Janne Hyytiäinen) tem uma vida absolutamente comum. Trabalha como guarda noturno de um shopping center em Helsinki, capital de fria Finlândia. Silencioso, Koistinen mantém sua pacata rotina de um homem solitário e que vive numa grande cidade.
Luzes Na Escuridão (Lights In The Dusk , Finlândia – 2006, 80 min.) é um filme que traz um personagem principal e o encontro inusitado com uma jovem num bar. Com Luzes na Escuridão, o diretor, roteirista e produtor Aki Kaurismäki, encerra uma trilogia sobre personagens marginais. Iniciada com “Nuvens Passageiras” (1996) e “O Homem sem Passado” (2002).
Koistinen é uma pessoa travada e que está sempre sendo observado. Ele leva a jovem que conheceu Aila (Maria Heiskanen), para sair. O longa-metragem mostra várias pessoas fumando, fumando muito e em qualquer lugar. Nesse aspecto especifico Luzes Na Escuridão, lembra a cidade de São Paulo e as grandes metrópoles do mundo nos anos 60 e 70, que contrasta em uma Helsinki atual. Aila aparenta ser uma mulher em busca de um amor, mas só quer ficar com Koistinen por interesse. Ela faz parte de uma quadrilha de assaltantes de joias.
O diretor mostra sutileza ao desenvolver o roteiro. Todas as coisas para Koistinen dão errado, seu monótono estilo de vida é tortuoso. Aki Kaurismäki consegue passar a depressão, nos colocando no seu lugar do personagem.
O desenrolar do filme segue conforme o ritmo de Koistinen, ou seja, lento e disperso. A impressão que causa ao espectador é que ele quer mais que o tempo passe mesmo, por não ter grandes expectativas, conformar-se com a solidão e o desamparo. O longa-metragem tem uma trilha sonora que funciona nos momentos certos da trama.
Luzes Na Escuridão é uma produção que embora tenha um ritmo rebuscado, não causa apatia ao espectador.
Texto publicado originalmente em 2010
Sergio Batisteli é jornalista, criador de conteúdo do 'Blog do Sergio Batisteli - CineConecta'
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