Conheça as grandes teorias da conspiração do Cinema

Leia esta matéria especial antes que os Illuminati a tirem do ar!

O Iluminado

Seria possível fazer uma matéria inteira dedicada apenas a apresentar teorias da conspiração sobre os filmes de Stanley Kubrick. A impecável filmografia do cineasta possui obras emblemáticas como 2001 - Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica e Nascido Para Matar; filmes repletos de subtextos e interpretações possíveis. Ainda assim, não seria exagero dizer nenhum outro longa de Kubrick foi tão dissecado quanto O Iluminado. O longa de terror psicológico conta a história de um homem (Jack Nicholson) que leva sua família para viver com ele em um hotel distante, onde ele vai trabalhar como zelador por uma temporada. Com o tempo, a permanência no local começa a perturbar toda a família.

São tantas teses que até o autor do livro em que o filme se baseia, o escritor Stephen King, já se manifestou sobre o assunto: "Eu nunca tive paciência para essas bobagens acadêmicas. É como diz Bob Dylan: 'Dê para as pessoas um monte de garfos e facas e elas terão de cortar alguma coisa.' E foi isso que aconteceu com esse filme". Há, inclusive, um documentário dedicado a investigar as mais bizarras visões sobre o longa, chamado Room 237. A versão brasileira do doc ganhou o adequado subtítulo: "Teorias Loucas Sobre 'O Iluminado'". Vejamos algumas dessas "insanidades":

O Iluminado é uma metáfora sobre o genocídio dos povos indígenas americanos

Em 1987, o jornalista Bill Blakemore publicou um artigo no jornal The Washington Post advogando que O Iluminado é uma metáfora para a repressão que os povos indígenas sofreram durante a colonização dos Estados Unidos. O hotel onde vive a família Torrance é repleto de referências a cultura indígena em quadros decorativos e carpetes, embora não haja nenhum personagem nativo americano. Alguns ainda acreditam que o hotel foi construido em cima de um cemitério indígena e toda a clássica cena em que uma enxurrada de sangue brota do elevador é uma referência a essa matança.

Após o clímax do filme, mostra-se uma foto de um baile realizado no dia 4 de julho de 1921, onde pessoas comemoravam a Independência dos EUA. Para Blakemore esse momento confirma sua tese: "A resposta para esse quebra-cabeça é que a maioria dos americanos ignoram o fato de que o dia quatro de julho não foi nenhuma festa, não representou nenhuma independência para os nativos americanos. O vilão do filme (Jack Nicholson) é a reencarnação dos homens americanos que massacraram os índios em anos anteriores".

O Iluminado é uma metáfora sobre o Holocausto

O historiador Geoffrey Cocks partiu de uma premissa semlhante à de Blakemore para escrever o livro "The Wolf at the Door: Stanley Kubrick, History and the Holocaust", onde defende que O Iluminado é uma alegoria ao massacre contra os judeus promovido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Seu principal argumento é que o filme é embalado por composições musicais inspiradas pelos horrores do Holocausto, como "The Awakening of Jacob", de Krzysztof Penderecki. O modo mecânico de Jack digitar na máquina de escrever seria uma representação do frio e sistemático extermínio de minorias durante o regime de Hitler. A máquina de escrever é da marca alemã Adler, que signifca "águia", um dos principais elementos da simbologia nazista.

O hotel é o inferno

A trama se passa na década de 1980, mas Jack é visto em uma foto de 1921 no final do filme. Como seria possível alguém passar tantas décadas sem envelhecer? Uma justificativa para isso seria que Jack foi assassinado nas primeiras décadas do século 20 em uma de suas visitas ao hotel. Assim, os eventos de O Iluminado seriam ambientados não no Hotel Overlook, mas sim no inferno, onde Jack é confrontado com todos os seus medos e inseguranças e perde por completo a sanidade mental.

Jack é o diabo

A foto ao final do filme é tão misteriosa que serve de ponto de partida para diversas teses. Uma delas é que Jack é, na verdade, o diabo. É claro que não dá pra chamar ninguém que persegue o filho e a esposa com um machado de anjo, mas o que justificaria a comparação com o tinhoso é o fato de que Jack aparece com uma pose igual a de Baphomet na emblemática foto de 1921. Baphomet é uma divindade da tradição pagã que simboliza o diabo no satanismo.

O Iluminado representa a confissão de Kubrick sobre a "farsa" do Homem na Lua

Uma das teorias mais lunáticas sobre O Iluminado diz que o filme está repleto de simbolismos que sugerem que Kubrick ajudou na suposta fraude que teria sido a missão Apollo 11. Conspiracionistas de carteirinha acreditam que o homem nunca pousou na Lua e que o evento transmitido para todo o mundo foi rodado em um estúdio e dirigido por Kubrick depois que a Nasa viu o que o diretor fez em 2001 - Uma Odisséia no Espaço.

A evidência de que Kubrick supostamente assume a farsa é um suéter usado por Danny (Danny Lloyd), que traz uma nave espacial com os dizeres "Apollo 11 USA". 

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